Ciência e Tecnologia

Viagens espaciais

"A empresa chinesa Space Transportation pretende oferecer a partir de 2025 viagens ponto a ponto, com custo mais baixo do que os foguetes que transportam satélites e com velocidade maior do que aeronaves tradicionais"

Cássio Betine*
06/02/22 às 13h15
(Foto: Banco de Imagens)

Ano passado, meados de julho, foi realizado o primeiro voo espacial turístico que levou civis. Foram quatro pessoas e o voo foi muito bem-sucedido. Isso deu start a uma onda de desenvolvimento de aeronaves do tipo suborbital ao redor do mundo. 

Um voo suborbital é aquele que alcança a “fronteira” que limita a atmosfera terrestre e o espaço e alcança uma velocidade suficiente para conseguir se manter no espaço e praticamente “desliza” sem a necessidade de ação de motores, portanto, nesse momento não gasta combustível.

A empresa chinesa Space Transportation pretende oferecer a partir de 2025 viagens ponto a ponto, com custo mais baixo do que os foguetes que transportam satélites e com velocidade maior do que aeronaves tradicionais. A empresa prevê a realização de testes terrestres até 2023, com um primeiro voo em 2024 e um voo tripulado em 2025. E para 2030, pretendem operar comercialmente.

Atualmente, são várias as empresas que estão trabalhando em projetos similares e será muito possível que muitas viagens aéreas daqui 20 anos risquem o globo terrestre no limite da sua atmosfera, possibilitando aos passageiros o privilégio de olhar pela janela e contemplar naturalmente o espaço.

Outro fato interessante é que entre as gigantes que investem pesadamente na construção desses foguetes retornáveis e reutilizáveis, uma empresa caseira da Dinamarca também está se aventurando na corrida. 

A CopenhagenSuborbitals – uma organização formada por um grupo de amigos -, trabalha para lançar um ser humano no espaço em um micro foguete de orçamento nanico. Segundo seus membros, que trabalham no projeto em horários fora de seus expedientes, viabilizar esse tipo de viagem não precisa necessariamente de investimentos exorbitantemente caros, subsídio de governos ou investidores. Eles parecem mesmo querer provar que o espaço pode ser um ambiente democrático. 

Se isso tudo faz lembrar aqueles filmes de ficção onde diferentes comunidades (ou sociedades) brigam por conquista de novos mundos para habitar, talvez não esteja tão distante da realidade.

 

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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