Tratamento
O nefrologista Guilherme Ugino, da equipe médica do Hospital do Rim de Araçatuba, explica que o tratamento adequado dessas doenças e exames clínicos regulares para monitorar a creatinina, que é o principal indicador de infecção nos rins e insuficiência renal, são essenciais aos pacientes desses grupos.
“O diagnóstico precoce e o tratamento imediato são importantes para a qualidade de vida dos pacientes renais crônicos”, alerta.
Segundo Ugino, em todos os casos de comorbidade, o comprometimento renal ocorre lenta e silenciosamente, sem sintomas ou sinais que indiquem que doença renal crônica está em curso.
Hemodiálise
Em média, o Hospital do Rim de Araçatuba realiza 3,6 mil sessões de hemodiálise por mês. Do total, 96,5% dos pacientes são do SUS (Sistema Único de Saúde). Para suportar a demanda em crescimento, o Hospital do Rim passou a funcionar das 5h30 às 20h30 em três turnos.
O hospital atende ainda 30 pacientes que fazem diálise peritoneal, que é a filtragem do sangue pela introdução de uma solução de diálise na cavidade peritoneal, por meio de um cateter implantado na barriga.
Nesse caso, ela é feita pelo próprio paciente, em sua casa, mas a indicação depende de avaliação do nefrologista e das condições clínicas da pessoa.
O transplante é a esperança que move a maioria dos pacientes que dependem de sistemas artificiais de filtragem do sangue para continuar vivendo.
E dos pacientes atendidos em Araçatuba, 70% têm perfil para entrar na fila nacional de espera por um rim.
Nos últimos cinco anos, 105 pacientes realizaram esse sonho e, em média, quatro pacientes são chamados por mês para transplante no Hospital de Base de São José do Rio Preto e Hospital das Clínicas de Botucatu.
Excelência médica
O Hospital do Rim da Santa de Araçatuba possui máquinas para hemodiálise importadas da Alemanha e Suécia. Elas têm como diferencial o sistema individual de osmose (filtragem de água).
O responsável técnico é o nefrologista Luiz Claudio Andrades Lima e há ainda cinco médicos, todos com títulos de especialistas em nefrologia.
Eles se revezam durante os três turnos de hemodiálise para garantir assistência presencial aos pacientes em caso de intercorrências.
A equipe médica também atende urgências e emergências, realizando procedimentos invasivos, em alguns casos de alto risco, com segurança e eficiência para que rapidamente o paciente comece a dialisar.
Os nefrologistas dão suporte às UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) Geral e Coronariana, com avaliação e tratamento de pacientes em quadro de paralisação dos rins.
Ambulatório
O hospital também mantém ambulatório de nefrologia para pacientes encaminhados pelas redes de Atenção Básica da região, oferecendo consultas, exames e indicação de medicações para tratamentos preventivos. A média mensal é de 220 consultas.
Segundo o nefrologista Akioshy Ugino, membro da equipe do Hospital do Rim, a maioria dos pacientes tem perdas de 20% a 30% das funções renais.
Quando tratados corretamente e com acompanhamento rigoroso, eles não precisarão de diálise. “Sem o acompanhamento rigoroso, pacientes com esse perfil clínico podem rapidamente evoluir para diálise”, alerta.
Hoje no Brasil são mais de 130 mil pacientes em tratamento dialítico que correspondem a 640 pacientes por grupo de um milhão de habitantes.
O crescimento anual da doença renal crônica é em torno de 10%. “Em 10 anos devemos estar preparados para atender o dobro da população atual”, prevê Ugino. (Informações da assessoria de imprensa)
