Cotidiano

Associação ambientalista representa a região de Araçatuba em pré-conferência climática

AGA Brasil (Associação do Grupamento Ambientalista) representa a região nas jornadas preparatórias para a COP 26 (Conferência do Clima de 2026)

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
23/09/21 às 16h12
(Foto: Arquivo pessoal)

Materia atualizada às 16h40 de quinta-feira (23)*

O engenheiro civil Rodrigo Cella, de Araçatuba (SP), participa nesta quinta-feira (23), das jornadas preparatória para a COP 26 (Conferência do Clima de 2026), que acontece em novembro em Glasgow, na Escócia.

O tema deste ano dos encontros, promovidos pelo Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), é “Desafios e Soluções: Emergência Climática no Estado de São Paulo”. Para acompanhar, a transmissão será feita gratuitamente no Youtube do Proam , a partir das 19h.

Cella, que é pós-graduando em saneamento e meio ambiente, é membro da AGA Brasil (Associação do Grupamento Ambientalista), que representa a região noroeste no painel 2 sobre cenários de vulnerabilidade social e ambiental do Estado de São Paulo.

De acordo com o profissional, a pré-conferiência busca movimentos sociais e socioambientais para debater sobre as perspectivas climáticas com base no aumento de 2ºC previsto para 2030. Ele conta que a região vai ser muito afetada com isso.

“A ideia são os movimentos sociais e socioambientais levarem os desafios da sua região de atuação e o que é necessário pra se adaptar a esse cenário que já está se consolidando. Também será feita uma carta para ser apresentada na COP 26 com o que é necessário em cada uma das regiões”.

Alteração ambiental na região

No painel, Cella vai apresentar as características principais da nossa região, elencando alterações ambientais a partir da expansão agrícola e implantação das hidrelétricas. “Essas alterações ambientais, só na área da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê, com o desmatamento, liberaram cerca de 0,41 gigatoneladas de carbono que estavam aprisionados na biomassa da floresta e que não foram aprisionados pelos novos usos do solo”.

Ainda segundo o engenheiro, essas alterações mudaram o microclima da região, diminuindo a umidade do ar, a formação de chuvas, a recarga do lençol freático e aumentando a temperatura média da região, além dos severos impactos no ecossistema. Mas o desmatamento e queimadas nos Biomas Amazônicos e Pantanal é que estão provocando os mais recentes fenômenos de secas e ondas de calor intensificados.

“Na última década, foi observado o aumento na frequência de períodos secos severos, com extrema baixa umidade do ar, quase nenhuma precipitação pluvial e temperaturas máximas médias acima dos 30°C, com picos de 42°C, ainda no inverno”, completa.

Outros assuntos também serão abordados por ele, como o aumento da frequência de fenômenos de  boom  de algas cianotóxicas no lago de Três Irmãos, o definhamento das matas nativas remanescentes e sua fauna, entre outros, inclusive possíveis soluções para esses problemas.

*Matéria atualizada para acréscimo de informações

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