(Foto: Arquivo pessoal)
Materia atualizada às 16h40 de quinta-feira (23)*
O engenheiro civil Rodrigo Cella, de Araçatuba (SP), participa nesta quinta-feira (23), das jornadas preparatória para a COP 26 (Conferência do Clima de 2026), que acontece em novembro em Glasgow, na Escócia.
O tema deste ano dos encontros, promovidos pelo Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), é “Desafios e Soluções: Emergência Climática no Estado de São Paulo”. Para acompanhar, a transmissão será feita gratuitamente no
Youtube do Proam
, a partir das 19h.
Cella, que é pós-graduando em saneamento e meio ambiente, é membro da AGA Brasil (Associação do Grupamento Ambientalista), que representa a região noroeste no painel 2 sobre cenários de vulnerabilidade social e ambiental do Estado de São Paulo.
De acordo com o profissional, a pré-conferiência busca movimentos sociais e socioambientais para debater sobre as perspectivas climáticas com base no aumento de 2ºC previsto para 2030. Ele conta que a região vai ser muito afetada com isso.
“A ideia são os movimentos sociais e socioambientais levarem os desafios da sua região de atuação e o que é necessário pra se adaptar a esse cenário que já está se consolidando. Também será feita uma carta para ser apresentada na COP 26 com o que é necessário em cada uma das regiões”.
Alteração ambiental na região
No painel, Cella vai apresentar as características principais da nossa região, elencando alterações ambientais a partir da expansão agrícola e implantação das hidrelétricas. “Essas alterações ambientais, só na área da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê, com o desmatamento, liberaram cerca de 0,41 gigatoneladas de carbono que estavam aprisionados na biomassa da floresta e que não foram aprisionados pelos novos usos do solo”.
Ainda segundo o engenheiro, essas alterações mudaram o microclima da região, diminuindo a umidade do ar, a formação de chuvas, a recarga do lençol freático e aumentando a temperatura média da região, além dos severos impactos no ecossistema. Mas o desmatamento e queimadas nos Biomas Amazônicos e Pantanal é que estão provocando os mais recentes fenômenos de secas e ondas de calor intensificados.
“Na última década, foi observado o aumento na frequência de períodos secos severos, com extrema baixa umidade do ar, quase nenhuma precipitação pluvial e temperaturas máximas médias acima dos 30°C, com picos de 42°C, ainda no inverno”, completa.
Outros assuntos também serão abordados por ele, como o aumento da frequência de fenômenos de boom de algas cianotóxicas no lago de Três Irmãos, o definhamento das matas nativas remanescentes e sua fauna, entre outros, inclusive possíveis soluções para esses problemas.
*Matéria atualizada para acréscimo de informações