Cotidiano

Butantan inicia novo mapeamento de variantes da covid-19 em Mirassol

LAB MÓVEL atingiu mais de 30 mil amostras testadas em 32 municípios do Estado; esta será a 9ª parada do laboratório itinerante e a segunda em 2022

Da Redação - Hojemais Araçatuba
03/02/22 às 15h06

O projeto itinerante do Instituto Butantan, LAB MÓVEL, desembarca em Mirassol (SP) na segunda-feira (7) para mapear e sequenciar o vírus SARS-CoV-2, identificando as variantes que circulam na cidade e adjacências, além de acelerar o processo de testagem dos casos suspeitos de covid-19. A previsão é para a análise de 3 mil amostras (PCR) por semana.

Além de Mirassol, outros seis municípios serão mapeados: Pindorama, Bady Bassitt, Bálsamo, Guapiaçu, Tanabi e Fernandópolis. As amostras serão coletadas em suas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e encaminhadas ao laboratório itinerante.

Com as análises realizadas dentro do LAB MÓVEL é possível obter o resultado em até 24 horas (a partir do momento em que as amostras chegam ao contêiner) e, em seguida, inicia-se o sequenciamento, que pode durar de três a 12 dias, dependendo da variante encontrada. Fora do contêiner, todo esse processo pode durar de 10 a 12 dias.

Transparente

Os moradores das cidades que irão receber o LAB MÓVEL poderão acompanhar os trabalhos dos pesquisadores de perto. Isso porque a estrutura do veículo, de mais de 12 metros de comprimento e quase 3 metros de altura, conta com uma parte de vidro que permite a observação dos procedimentos realizados pelos cientistas.

“A iniciativa vai permitir que as pessoas vejam os equipamentos e cientistas do instituto em ação, aproximando ainda mais a ciência da população brasileira”, afirmou Eduardo Araújo, CEO da Loccus, parceira do Butantan no projeto.

Estrutura

O veículo, equipado com alta tecnologia, possui três sequenciadores genéticos, extrator de DNA, centrífuga, seladora, geladeira e freezer para armazenamento de amostras, entre outros. O investimento total foi de R$ 3 milhões.

O projeto LAB MÓVEL iniciou-se em agosto de 2021, na cidade de Aparecida, e encerrou o ano em Ribeirão Preto. Em janeiro, esteve em Bauru, interior de São Paulo. Nesta última cidade, foram 18 dias de trabalho e quase 8.700 amostras testadas. Esta será a 9ª parada do laboratório itinerante e a segunda em 2022.

Imagem: Divulgação

Projeto LAB MÓVEL

Os municípios que recebem o laboratório se responsabilizam por realizar as coletas de amostras em suas UBSs e encaminhá-las ao laboratório itinerante. Lá, por sua vez, os especialistas realizam o diagnóstico e, então, separam as amostras positivas para iniciar o sequenciamento e identificar as variantes.

O sequenciamento é necessário porque os vírus sofrem mutações, ou seja, alterações em seus códigos genéticos, gerando variantes. Para realizar o mapeamento das variantes é necessário, em primeiro lugar, extrair o RNA da amostra coletada.

Em um segundo momento, essas moléculas passam por um processo de conversão para DNA que, posteriormente, é multiplicado em diversas cópias que são inseridas no sequenciador. Um computador libera os resultados e a análise é realizada por especialistas, conhecidos como bioinformatas.

Atualmente, o Instituto Butantan coordena a Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2 e recebe dados dos demais parceiros da rede: Hemocentro de Ribeirão Preto/FMRP-USP, FZEA-USP/Pirassununga, Centro de Genômica Funcional ESALQ-USP/Piracicaba, Faculdade de Ciências Agrônomas UNESP/Botucatu, FAMERP São José do Rio Preto e Mendelics.

O projeto LAB MÓVEL envolve cerca de 20 funcionários do Butantan e já soma mais de 907 horas trabalhadas, além de mais de 30,3 mil amostras testadas no período.

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