O governador do Estado, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (6) em entrevista coletiva que a possibilidade de suspensão da obrigatoriedade do uso de máscara deve ser anunciada em entrevista coletiva marcada para o próximo dia 18.
“Estamos dentro de uma visão otimista em relação ao futuro próximo. É um otimismo moderado. Estamos evoluindo bem, com queda em infecção, internação e em mortes. E alta em vacinação. Ainda é preciso ter cuidado. Mas com um horizonte de curto prazo bastante otimista”, comentou.
O anúncio foi feito durante pronunciamento semanal no Palácio dos Bandeirantes para divulgação das ações de combate ao coronavírus. E a possibilidade de suspensão da obrigatoriedade do uso de máscara foi questionada por um dos repórteres presentes.
Avaliação
O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, Paulo Menezes, explicou que está sendo avaliada essa possibilidade, o que deve acontecer primeiro em locais abertos.
“Estamos avaliando a possibilidade [de retirar o uso de máscara] no futuro. Não neste momento. Apesar da melhora nos números da pandemia hoje, ainda temos pessoas ficando com a doença grave e ainda temos perda de vidas. Por isso ainda devemos continuar usando também essa proteção, além da vacinação”, disse.
De acordo com ele, a retirada do uso de máscara não é algo simples de se fazer. Segundo o médico, países que tomaram essa iniciativa tiveram que voltar atrás na recomendação após observarem aumento no número de casos de covid-19.
“É possível, num futuro próximo, com a condição melhorando, termos condição de avaliar a possibilidade de liberação. E talvez, primeiramente, em situações mais seguras, como espaços abertos [sem aglomeração]”, explicou.
Vacinação
Estudo feito no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, demonstrou a importância da vacinação para a diminuição das internações.
De janeiro a 15 de setembro deste ano foram analisadas 1.172 internações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e constatado que nove em cada dez internados no hospital não tinham sido vacinados.
Dentre os internados, 274 morreram. Desses, 237 não estavam vacinados e 21 tinham recebido apenas uma dose. Apenas 16 pacientes que vieram a óbito tinham o esquema completo de vacinação.
