Cotidiano

Em quatro anos, Santa Casa de Araçatuba distribui 170 órgãos captados

No total, foram captados e transplantados 120 rins, 34 fígados, nove corações, cinco pâncreas e dois pulmões

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
27/09/19 às 16h57
Em 2015 foi implantada a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes da Santa Casa de Araçatuba (Foto: Divulgação)

Desde que foi implantada, em 2015, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes da Santa Casa de Araçatuba contabilizou 170 protocolos de morte encefálica e possibilitou a captação de 170 órgãos que foram distribuídos e transplantados em pacientes que estavam na fila, à espera de transplante.

No total, foram captados e transplantados 120 rins, 34 fígados, nove corações, cinco pâncreas e dois pulmões. O hospital contabiliza ainda no período, 51 doadores de córneas, cinco doadores de ossos e um doador de válvulas cardíacas.

Graças ao bom desempenho, a Santa Casa de Araçatuba foi condecorada pela Secretaria de Estado da Saúde em 2018, com o prêmio Hospital Amigo do Transplante. O hospital é considerado a segunda maior referência em notificações da região Noroeste Paulista.

Estrutura

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes da Santa Casa de Araçatuba é composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais ligados à área de cuidados intensivos.

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, em 2018 a taxa de recusa de doação por parte de familiares de pacientes com morte encefálica foi de 25%, índice abaixo da média nacional, que foi de 43%.

O coordenador da comissão, médico Rafael Saad, atribui o bom desempenho ao fato de o hospital manter equipe exclusiva para essa finalidade.

Aperfeiçoamento

Ele comenta que nesses quatro anos foram aperfeiçoados os fluxos que podem gerar doações, com treinamento para a busca ativa nas unidades com pacientes neurológicos graves; notificação dos casos potenciais, com cumprimento do fluxograma do protocolo; e comunicação efetiva e humanizada.

Também foi feito um trabalho para melhorar a logística, reduzindo o tempo máximo entre a captação dos órgãos e a utilização nos pacientes em fila de espera para transplante.

A Secretaria Municipal de Segurança contribui nesse processo, mantendo equipes de batedores da Guarda Municipal para os veículos que transportam órgãos até o aeroporto Dario Guarita.

Novidade

Segundo a Santa Casa, em agosto desde ano foi feita a primeira captação de válvulas de coração para serem transplantadas em pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca.

O órgão foi captado no dia 16, pela equipe do Hospital de Base de São José do Rio Preto. A doadora é uma estudante de 15 anos, que teve morte cerebral em decorrência de um acidente.

A família doou todos os órgãos da adolescente e também alguns tecidos. Porém, em decorrência de incompatibilidade com pacientes da fila de espera, o coração foi captado e encaminhado para Curitiba (PR), para retirada das válvulas que beneficiariam quatro pacientes. 

Esse trabalho é feito em parceria entre o Hospital de Base de Rio Preto e o Banco de Tecidos Humanos de Curitiba.

Córneas

A meta da Santa Casa agora é aumentar o número de doadores de córneas de pacientes com coração parado.

O hospital dispõe de equipe de enfermeiros capacitados pelo Banco de Olhos do Hospital de Base de Rio Preto para entrevistar os familiares dos potenciais doadores e esclarecer sobre a possibilidade de doação.

A captação das córneas é feita por equipe da própria Santa Casa de Araçatuba e o transporte dos órgãos para o Banco de Olhos de Rio Preto é feito com auxílio da empresa Reunidas Paulista.

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