Pelo segundo ano consecutivo, a fotógrafa Cibele Vieira realizou ensaio fotográfico com bebês prematuros internados nas duas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) Neonatais da Santa Casa de Araçatuba (SP). O trabalho voluntário faz parte das ações do Serviço de Neonatologia do hospital em comemoração ao Dia Mundial da Prematuridade, celebrado nesta quarta-feira (17).
Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o ensaio idealizado pelas equipes médica e de enfermagem do Serviço de Neonatologia Intensiva do hospital foi autorizado pelos pais. Ao todo, 27 bebês foram fotografados no final de outubro.
As crianças foram ambientadas com laços ou gravatinhas na cor roxa, que simboliza a prematuridade. Os cenários virtuais criados para edição das fotos mantiveram a cor em vários tons. A maioria dos fotografados já recebeu alta, após período de internação que variou de 30 a 60 dias. As fotos serão encaminhadas aos familiares dos bebês.
Prematuridade extrema
Dentre os recém-nascidos fotografados, há casos que ultrapassaram o período médio de internação necessário para que o bebê desenvolva o que nascimento precoce impediu. Há casos mais severos, com risco de morte, prognóstico comum a bebês que nascem com menos de um quilo.
José Heitor é um desses casos. Ele nasceu em junho deste ano, com 24 semanas de idade gestacional. Pensando 796 gramas, o menino esteve em quadro clínico grave por várias semanas e está internado há exatos 5 meses.
Neste período, a mãe dele, Nathalia Cristina Lopes Ferreira, de Araçatuba, lutou junto com as equipes da Neonatal 2. Não faltando um dia para visitá-lo e para ordenhar o leite necessário para alimentá-lo. Em setembro ela recebeu a menção ouro dentre as mamães que fazem ordenhas no Posto de Coleta de Leite Humano da Santa Casa de Araçatuba.
Recuperado
Graças aos esforços das equipes médica, de enfermagem e multidisciplinar e à tecnologia disponibilizada pelo hospital para o tratamento intensivo de prematuros, José Heitor deverá receber alta nos próximos dias.
Ele atualmente está com 3.650 gramas e sem sequelas. Após 5 meses de convívio na UTI Neonatal e por sua força na luta pela vida, o bebê conquistou laços afetivos com toda equipe.
