Cada vez mais as mulheres vão conquistando representatividade na Polícia Militar em Araçatuba (SP). Desde agosto do ano passado a tenente-coronel Adriana Roledo Belluzzo é comandante do 2.º BPM/I (Batalhão de Policiamento Militar do Interior) de Araçatuba (SP), responsável por 31 municípios, e na semana passada a cabo Luana Bittencourt Minin Berti, 31 anos, foi oficialmente integrada à Companhia de Força Tática do 2º BPM/I.
Assim como a tenente-coronel foi a primeira mulher a comandar o batalhão, Luana é a primeira policial do sexo feminino a fazer parte da Força Tática, que é designada para atuar em locais com altos índices de criminalidade. E ela já faz planos para comandar uma equipe de Força Tática, que é composta por quatro integrantes.
Formada em nutrição, a cabo Luana é casada com um policial militar que está na corporação desde 1994 e o primeiro emprego dela foi no quartel em Araçatuba.
“Escolhi ser policial por admiração à profissão. Vendo o dia a dia dos policiais me despertou a vontade de fazer parte da corporação”, conta.
Exemplo
Ela afirma sempre admirou muito o trabalho do marido, que a incentivou quando demonstrou o desejo de também ser policial. Sobre querer integrar a Força Tática, contou que a postura e o profissionalismo das equipes de Força Tática chamaram a atenção dela.
“Por ser um programa de policiamento diferente do policiamento padrão, que é o Rádio Patrulha, temos mais tempo para treinamento e mais contato com os armamentos utilizados na corporação”,
explica.
Surpresa
Cabo Luana revela que quando fez o pedido para fazer parte da Força Tática não sabia que em Araçatuba e no 2º BPM/I nunca havia tido uma policial feminina.
“E esse sentimento de desafio me motivou ainda mais”,
comenta.
Ela revela que foi muito bem aceita pelos demais integrantes da equipe, porque é importante a presença de uma policial feminina na hora da abordagem de uma pessoa do sexo feminino.
Foram cinco meses de treinamento e em alguns momentos foram necessárias algumas adaptações, porém, a cabo afirma que o processo de formação foi bem tranquilo, pois todos são tratados como policiais militares, sem distinção de homem/mulher.
Liderança
Para ela, o fato de o 2º BPM/I ser comandado por uma mulher foi um incentivo a mais para enfrentar esse desafio. Além disso, revela que a comandante tem contato direto com qualquer policial que desejar falar com ela e que essa aproximação é muito boa para a tropa.
“A tenente-coronel Adriana é uma excelente profissional e não deixa a desejar para nenhum comandante homem. A tropa a respeita muito”.
Após dar o primeiro passo, que foi ser integrada à Força Tática, cabo Luana já se prepara para os próximos desafios. Ela revela que num futuro próximo pretende fazer o concurso para sargento e, quem sabe passar a comandar uma equipe da Força Tática.
“O sargento na Força Tática tem a função de comandante de equipe e esse é o meu objetivo”,
conclui.