Cotidiano

Mulheres conquistam representatividade na PM em Araçatuba

A Polícia Militar de 31 municípios na região é comandada por uma mulher desde agosto do ano passado e outra mulher almeja comandar uma equipe de Força Tática

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
06/02/22 às 20h39
Cabo PM Luana passou por cinco meses de treinamento para integrar equipe da Força Tática em Araçatuba (Foto: Divulgação)

Cada vez mais as mulheres vão conquistando representatividade na Polícia Militar em Araçatuba (SP). Desde agosto do ano passado a tenente-coronel Adriana Roledo Belluzzo é comandante do 2.º BPM/I (Batalhão de Policiamento Militar do Interior) de Araçatuba (SP), responsável por 31 municípios, e na semana passada a cabo Luana Bittencourt Minin Berti, 31 anos, foi oficialmente integrada à Companhia de Força Tática do 2º BPM/I.

Assim como a tenente-coronel foi a primeira mulher a comandar o batalhão, Luana é a primeira policial do sexo feminino a fazer parte da Força Tática, que é designada para atuar em locais com altos índices de criminalidade. E ela já faz planos para comandar uma equipe de Força Tática, que é composta por quatro integrantes.

Formada em nutrição, a cabo Luana é casada com um policial militar que está na corporação desde 1994 e o primeiro emprego dela foi no quartel em Araçatuba. “Escolhi ser policial por admiração à profissão. Vendo o dia a dia dos policiais me despertou a vontade de fazer parte da corporação”, conta.

Cabo Luana já pensa em fazer o concurso para sargento para poder comandar uma equipe de Força Tática (Foto: Divulgação)

Exemplo

Ela afirma sempre admirou muito o trabalho do marido, que a incentivou quando demonstrou o desejo de também ser policial. Sobre querer integrar a Força Tática, contou que a postura e o profissionalismo das equipes de Força Tática chamaram a atenção dela.

“Por ser um programa de policiamento diferente do policiamento padrão, que é o Rádio Patrulha, temos mais tempo para treinamento e mais contato com os armamentos utilizados na corporação”, explica.

Surpresa

Cabo Luana revela que quando fez o pedido para fazer parte da Força Tática não sabia que em Araçatuba e no 2º BPM/I nunca havia tido uma policial feminina. “E esse sentimento de desafio me motivou ainda mais”, comenta.

Ela revela que foi muito bem aceita pelos demais integrantes da equipe, porque é importante a presença de uma policial feminina na hora da abordagem de uma pessoa do sexo feminino.

Foram cinco meses de treinamento e em alguns momentos foram necessárias algumas adaptações, porém, a cabo afirma que o processo de formação foi bem tranquilo, pois todos são tratados como policiais militares, sem distinção de homem/mulher.

Liderança

Para ela, o fato de o 2º BPM/I ser comandado por uma mulher foi um incentivo a mais para enfrentar esse desafio. Além disso, revela que a comandante tem contato direto com qualquer policial que desejar falar com ela e que essa aproximação é muito boa para a tropa. “A tenente-coronel Adriana é uma excelente profissional e não deixa a desejar para nenhum comandante homem. A tropa a respeita muito”.

Após dar o primeiro passo, que foi ser integrada à Força Tática, cabo Luana já se prepara para os próximos desafios. Ela revela que num futuro próximo pretende fazer o concurso para sargento e, quem sabe passar a comandar uma equipe da Força Tática.

“O sargento na Força Tática tem a função de comandante de equipe e esse é o meu objetivo”, conclui.

Foto: Divulgação
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