Cotidiano

Paciente oncológica reclama de corte no fornecimento de medicação em hospital

Cada dose da medicação trastuzumabe custa em média R$ 12 mil e seria redistribuída pelo Estado

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba
09/03/20 às 18h43
Medicamento custa em média R$ 12 mil; a imagem é meramente ilustrativa (Foto: Divulgação)

A paciente Natália Felicíssimo Munhoz, de 31 anos, de Araçatuba (SP), que trata um câncer de mama metastático no CTO (Centro de Tratamento Oncológico) da Santa Casa do município, reclama que está desde dezembro sem receber a medicação trastuzumabe (Herceptin).

Natália protocolou reclamação junto à ouvidoria do DRS-2 (Departamento Regional de Saúde), no último dia 3. Segundo ela, que tem câncer na mama com metástase óssea, faz uso do medicamento Herceptin desde 2018.

Ela relata que em dezembro do ano passado, foi ao CTO para receber a aplicação da medicação, porém foi informada pelas funcionárias do local que seu nome havia sido tirado da planilha e seu médico, que faz atendimento no CTO, daria retorno quanto ao fato.

No entanto, em consulta com o médico, o mesmo conferiu a planilha e conformou que ela teria direito ao medicamento. Uma das funcionárias ficou de verificar a inclusão de seu nome na planilha e pediu que ela retornasse na semana seguinte para receber a medicação.

No entanto, a paciente voltou ao hospital na data sugerida, mas não recebeu a medicação, alegando que ela não poderia ter dois Apacs (Número da Autorização de Procedimento de Alto Custo), pois já recebia o medicamento Anastrosol.

Segundo Natália, ela precisa tomar a dose a cada 21 dias para controle da doença. Sem a aplicação da mesma, ela fica sujeita ao avanço do tumor, explica. Cada medicação custa em média R$ 12 mil.  

Ciclo

Para a reportagem do Hojemais Araçatuba , a Santa Casa informou que o medicamento é fornecido pelo Ministério da Saúde, que determina a quantidade de aplicações que considera ser necessária para o tratamento da doença. Sendo assim, o ministério repassa ao DRS-2. Ainda de acordo com o hospital, a paciente teria concluído o ciclo de medicação.  

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o medicamento trastuzumabe é de responsabilidade do Ministério da Saúde. O Estado apenas redistribui para os municípios, à medida que os lotes chegam a São Paulo.

A secretaria ainda afirmou que a Farmácia de Medicamentos Especializados de Araçatuba entrará em contato com a paciente para agendar a entrega do medicamento. 

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