A Prefeitura de Araçatuba (SP) confirmou nesta segunda-feira (7), o primeiro caso de leishmaniose em humanos na cidade registrado neste ano. A vítima é uma mulher de 24 anos, que está em tratamento na Santa Casa.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa após a Polícia Civil informar que a mulher presa por suspeita de participação em um sequestro em Ponta Porã (MS) no sábado (5), estava internada, para tratamento da doença.
Segundo a Prefeitura, a Vigilância Epidemiológica está acompanhando esse caso e o exame nessa paciente teve resultado positivo para a doença. “A Vigilância Epidemiológica havia sido notificada na sexta-feira e iniciado o bloqueio na residência”, informa em nota.
A paciente mora no bairro São Rafael, onde os policiais civis realizaram buscas por ordem da Justiça no sábado, mas não encontraram o companheiro dela, também suspeito de participação no sequestro e que é considerado foragido da Justiça.
Doença
Apesar de este ser o primeiro caso de leishmaniose no ano em Araçatuba, em 2021 foram confirmados cinco casos na cidade. A doença é considerada uma das mais graves do mundo e, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é responsável mais de 95% dos casos nas Américas.
A médica-veterinária e gerente de produto pet da MSD Saúde Animal, Silvana Badra, explica que a transmissão acontece a partir da picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis - o principal vetor) infectado pelo protozoário Leishmania chagasi.
O cachorro é o principal reservatório do protozoário, mas ele não transmite a doença diretamente aos humanos. É o mosquito vetor que pode picar o animal infectado e, em seguida, as pessoas, dando início ao ciclo de transmissão.
Como prevenir?
A melhor forma de prevenção é seguir as medidas para o controle da leishmaniose, como o uso da coleira antiparasitária, repelente e manter a vacinação do animal em dia. Além disso, é preciso manter a casa limpa e utilizar telas de proteção, principalmente no local em que o pet fica.
Como identificar e tratar?
Os primeiros sintomas podem ser observados por problemas dermatológicos no cachorro, como pelagem falha e opaca; perda de pelo nas regiões do focinho, orelha e olhos; falta de apetite; sangramento nasal; anemia; apatia; vômitos e diarreia. No entanto, é preciso consultar um médico-veterinário para obter uma análise assertiva.
A doença pode ser tratada com a administração de medicamentos que tratam os sintomas e reduzem as chances de transmissão do parasita a outros animais e humanos.
