Água
A seringueira Sônia Maria Lopes Amaro, que reside na fazenda Piratininga, no bairro Boa Esperança, com mais cinco famílias, também sofreu as consequências do apagão. Além disso, segundo Sônia, outras propriedades num raio de cinco quilômetros, estavam passando pela mesma dificuldade.
“Todo mundo perdeu mistura em casa, fora as pessoas que perderam eletrodoméstico. Eu ligava na CPFL, eles davam um prazo, mas não cumpriam”.
Com isso, a bomba submersa que leva água para as residências, ficou sem funcionar e tiveram de pedir ajuda, inclusive para produtores do bairro Prata, de Araçatuba.
A energia também voltou ontem à noite, após Sônia falar com a reportagem. Agora que a situação normalizou, os prejuízos apareceram. A bomba submersa queimou, deixando todas as famílias sem água em casa. Além disso, eletrodomésticos queimaram, como a geladeira da sogra de Sônia.
O produtor Rodrigo Aparecido Godin, que mora no sítio Novo Paraíso, no bairro Porta do Céu, também ficou sem a bomba submersa, que custa em torno de R$ 6 mil devido à queda de energia provocada pelo temporal.
Ele conta que abriu, pelo menos, nove protocolos na CPFL, pois precisava da bomba para irrigar a recente plantação de quiabo, além de outros usos.
Godin explica que a sua esposa está grávida e que perderam os alimentos que estavam na geladeira e freezer. Para amenizar o prejuízo, emprestou um gerador para acionar outra bomba e ter água pelo menos para uso doméstico.
Picos
Além da falta de energia nas propriedades rurais, moradores da área urbana do município têm reclamado das quedas constantes de energia, caso também relatado por habitantes de Araçatuba (
veja matéria aqui
).
O morador Júlio César Ferreira, que mora na região central, conta que o problema ocorre há algum tempo e não precisa estar chovendo ou ventando para que isso ocorra. Por conta dos picos de energia, já teve televisão e fontes de computador queimadas.
Ferreira afirma que já pediu ressarcimento de itens, mas foi indeferido, e que a burocracia e o valor dos laudos técnicos que são solicitados pela companhia acabam inviabilizando o processo.
Ferreira ainda conta que já ligou algumas vezes para a CPFL para relatar o problema, mas não consegue atendimento.
A dona de casa Janaína dos Santos Ferreira Cardoso, que mora na Vila Medeiros, passa pela mesma rotina dos picos de energia em sua residência. Segundo ela, já teve liquidificador e geladeira queimados, em 2019, por causa da situação.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a CPFL Paulista, relatando os casos descritos na matéria. A companhia se manifestou apenas por nota, dizendo que “está empenhada em atender todos os casos pontuais de falta de energia causados pelo temporal que atingiu a região nos últimos dias”.
A CPFL também reforçou que em caso de falta de energia, a população deve entrar em contato com os canais de atendimento da CPFL: www.cpfl.com.br, App “CPFL Energia”, disponível para smartphones Android ou iOS, ou whatsapp (19) 99908-8888."