Cotidiano

Profissionais de enfermagem protestam contra suspensão do piso salarial durante desfile de 7 de setembro

“Enfermagem na rua, Barroso a culpa é sua”, diziam os manifestantes em relação ao ministro do STF que concedeu liminar suspendendo temporariamente o piso salarial 

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
07/09/22 às 10h25

Profissionais de enfermagem de Araçatuba (SP) aproveitaram o desfile cívico do Dia da Independência nesta quarta-feira (7) para protestar contra a suspensão do piso salarial da categoria, determinada por meio de liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, no último domingo (4).

Com jalecos brancos, mas de roupas pretas por baixo, eles carregavam cartazes e usaram uma caixa de som para protestar contra a decisão do ministro. “Enfermagem na rua, Barroso a culpa é sua”, cantavam enquanto passavam pelo público que assistia ao desfile na praça Getúlio Vargas.

“Quem são vocês? Enfermagem! O que vocês querem? Salário digno!", insistiram. E a pessoa que estava com o microfone disse ainda: "A enfermagem merece o respeito, merece salário digno e precisa do apoio de todos vocês”, antes de os integrantes do grupo passarem na frente do palanque montado para receber as autoridades, na praça João Pessoa, também conhecida como “500 anos”.

Piso

A lei federal que institui o piso nacional dos profissionais de enfermagem foi sancionada no início de agosto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Pelo texto publicado, os enfermeiros não podem receber menos do que R$ 4.750,00; os técnicos de enfermagem devem receber pelo menos 70% desse valor; e é devido 50% aos auxiliares de enfermagem e parteiras.

O piso nacional vale para contratados sob o regime da CLT e para servidores das três esferas - União, Estados e Municípios -, inclusive autarquias e fundações.

Entretanto, a CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços) ingressou com ação questionando a constitucionalidade da lei e o ministro suspendeu o piso salarial e deu prazo de 60 dias para entes públicos e privados da área da saúde esclarecerem o impacto financeiro, os riscos para empregabilidade no setor e eventual redução na qualidade dos serviços.

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