Cultura

Clubes do livro mantêm literatura viva em Araçatuba e cidades da região

Grupos são de Araçatuba, Birigui e Valparaíso e têm como objetivo disseminar o gosto pela leitura

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba 
03/11/19 às 12h00

Filhos de Vicente, Entre Nós; Extremos, Clube do Livro e Clube de Leitura Café Moscoffee. Esses são alguns dos grupos de leitura da região, criados com o objetivo de promover e debater obras e autores.

Dos nomes citados acima, o clube mais recente é o Filhos de Vicente, que surgiu em março deste ano e é realizado com alunos do 9º ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio da escola estadual Vicente Barbosa, de Valparaíso.

Os criadores são os professores de história Thaís Teixeira Cardoso Vicioli e Kaique Kevin Gomes. Inicialmente, o clube era fechado só para os estudantes, contando com a autorização da diretora Creuza de Fátima Ervolino, e suporte da diretora do programa Escola da Família, Edna Cardoso. Além dos alunos, também agrega toda a comunidade.

Grupo em Valparaíso foi criado pelos professores Thais (à direita) e Kaique (Foto: Divulgação)

O grupo faz encontros mensais para discutir a obra do mês, que na grande maioria das vezes é de escritores nacionais. “A gente acaba fazendo slides para falar do livro, apresentando a forma da escrita do autor, curiosidades e até informações que podem cair no vestibular, porque a temática central do clube é a literatura brasileira”, relata Thaís.

Como o grupo não tem recurso para comprar livros e distribuir, os 10 integrantes acabam usando e-books gratuitos. Para Thaís, a maior dificuldade é o acesso às obras, uma vez que ainda não conseguiram nenhuma parceria com editoras.

Entre Nós; Extremos, em uma das reuniões abertas, no Kaza Flora & Café, em Araçatuba (Foto: Manu Zambon)

Entre Nós; Extremos

A historiadora e advogada Carolina Cerqueira Cruz, de Araçatuba, e a historiadora e professora Janaína Nascimento, de Clementina, tinham em comum o gosto pela leitura e decidiram fundar, em 2016, um clube de leitura com algumas amigas.

Após um ano de pausa, ele voltou em um novo formato em 2018, ganhou o nome “Entre Nós; Extremos” e admitiu mais pessoas no círculo de leitores. Chegou a ter 16 membros e atualmente possui a participação de 11 integrantes.

Os encontros acontecem mensalmente, aos domingos, e os livros são escolhidos por meio de votação, com indicação dos próprios membros.

Por conta do interesse do público, o grupo começou a fazer alguns encontros abertos. Somente neste ano, as integrantes (o clube é composto somente por mulheres) fizeram encontros abertos no espaço cultural Casa Maré, no Kaza Flora & Café e no Sesi, e participaram da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty).

Moscoffee

O auxiliar administrativo Renato Nogueira, de Birigui, começou a participar de um clube do livro, em 2011, e quando ele chegou ao fim, ele e mais duas pessoas decidiram continuar os encontros e montaram o Clube de Leitura Café Moscoffee, em 2014. Atualmente, conta com uma média de 10 membros que comparecem às reuniões.

Segundo Nogueira, o grupo é bem mesclado, com homens e mulheres entre 23 e 60 anos. A maioria das pessoas tem ensino superior completo e algumas ainda cursam, e também já possuíam o hábito de leitura antes de entrar para o clube, destaca.

Clube de Leitura Café Moscoffee faz encontros mensais com membros e comunidade (Foto: Arquivo Pessoal)

“Outro aspecto que também pesa muito é o desafio que o livro propõe. O clube proporciona o ‘empurrão’ que falta para encarar aquele livro que, por um motivo ou outro, causava um certo medo. Esse é um dos pontos que mais gosto no clube; já lemos vários clássicos considerados dificílimos e vivemos para contar a história”, ressalta Nogueira.

Sesc

Também em Birigui, a professora Luana Garcia criou o Clube do Livro em 2013, quando regressou ao município, após temporada morando em Londrina (PR).

“Abraçado pelas escolas que eu dava aula, o clube nasceu com uma vertente filosófica. Nesse primeiro momento as obras tinham cunho filosófico, sociológico e político, buscando aprofundar o que discutíamos na sala de aula. Esse objetivo evolui para a leitura dos clássicos e passou a atender os livros que o público do clube levantava como leitura essencial”, explica Luana.

De acordo com a professora, na ideia do clube logo foi abraçada pelo Sesc Birigui e ganhou outras dimensões. “Já tivemos parcerias encantadoras, já ocupamos o teatro, já fizemos oficinais envolvendo contos e marcenaria, enfim, tivemos muitos momentos agradáveis desde a criação até hoje”, detalha. Os encontros também acontecem mensalmente.

Um dos encontros do Clube do Livro, de Birigui, mediado por Luana (Foto: Arquivo Pessoal)

“Ter um clube de leitura na cidade, que abarca outras cidades do entorno, é uma forma de entrarmos em contato com pessoas que são tocadas pela literatura, pessoas essas cheias de indicações e ideias. Essa troca é maravilhosa. Também existe a possibilidade de despertar em alguém que não é leitor o interesse por esse universo mágico”, finaliza Luana.

Para quem quiser saber sobre as atividades dos dois clubes de Birigui, é possível acompanhar na página do Facebook ( @clubedolivrobirigui ).

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