Em 1970 (apesar do filme se passar oito anos depois, em 1978), Maurizio Gucci, filho de Rodolfo Gucci e potencial herdeiro do império da grife de moda Gucci, conhece em uma festa Patrizia Reggiani. Como o próprio Maurizio a descreve, ela é uma espécie de Elizabeth Taylor: é voluptuosa, possui olhos imensos muito chamativos e é cheia de presença e de humor. Porém, pouco credenciada a integrar a família cujo sobrenome dá título ao filme, mediante objeções de classe e de cultura.
E, seja como for, de fato, era um desastre anunciado. Conhecidamente, a coisa toda terminou duas décadas depois, em uma barafunda: homicídio, escândalo e julgamento. Isso porque, a “história de amor” entre Maurizio e Patrizia culminou no assassinato dele pelas mãos de um sicário, o qual supostamente teria sido contratado pela própria Patrizia, principal suspeita e condenada pelo crime.
Adaptado do livro-reportagem ‘House of Gucci: A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour, and Greed’ escrito por Sara Gay Forden, que apesar de muito bem apurado, possui uma forte vocação de tabloide, o longa dirigido por Ridley Scott e estrelado por Adam Driver e Lady Gaga, muito aguardado por críticos e público, é o que eu definiria como sendo uma “a hot mess”, isto é, um caos total.
Flertando com diferentes gêneros narrativos ao longo da trama, ‘Casa Gucci’, o filme, embora seja um pouco de tudo, não é muito de nada.
