Luto
Os ausentes - Chris Pratt, Chadwick Boseman, Benedict Cumberbatch e Tom Holland - viraram pó, como sabem todos os que assistiram ao chocante final de Vingadores: Guerra Infinita. "Fizemos uma escolha séria ali. Mas acho que o público gostou disso", afirmou Downey Jr.
Os heróis remanescentes estão lidando com sentimentos profundos, segundo os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely. "O filme questiona qual o preço do heroísmo, qual o custo de fazer a coisa certa face à perda e ao sofrimento", disse McFeely em entrevista exclusiva ao Estado. Ele esclareceu que o longa anterior não terminou num "cliffhanger".
"É uma tragédia. Não existe dúvida em relação ao que aconteceu. Você não gosta do que ocorreu, mas ocorreu. Então achamos que uma narrativa madura no filme seguinte começaria de forma honesta, lidando com o que houve. Nenhuma produção de super-herói jamais fez isso por mais de cinco minutos antes da cena de ação." Então isso significa mais drama e menos ação? "É algo diferente", disse Markus. McFeely emendou: "É ambicioso. Por isso a duração de três horas".
Foram muitos anos de trabalho para criar o roteiro de Guerra Civil e Ultimato, rodados simultaneamente. Era setembro de 2015, e McFeely, Markus, os diretores Joe e Anthony Russo e o diretor dos estúdios Marvel Kevin Feige tinham acabado de terminar a filmagem de Capitão América: Guerra Civil. Ou seja, antes de Doutor Estranho, de Pantera Negra, de Thor: Ragnarok, de Homem-Formiga e a Vespa, de Capitã Marvel.
Os roteiristas se trancaram numa sala por quatro meses, com um grande painel com cartões representando todos os personagens para pensar que história contar ao longo de dois filmes - uma em que o estalar de dedos de Thanos fizesse desaparecer alguns heróis em algum momento. Também era importante identificar que personagens agrupar. Há rumores de que o reencontro de Capitão América e Tony Stark pode ser parte importante de Ultimato. "Bem, eles não se veem desde o fim de Guerra Civil. Podia ser interessante, hein?", disse Chris Markus em tom de brincadeira.
Seja como for, Vingadores: Ultimato tem um clima de despedida. "Quatro ou cinco anos atrás, começamos a perguntar: O que ainda não vimos num filme baseado em histórias em quadrinhos?", disse Feige. "Não vimos um fim. Uma conclusão definitiva para uma saga. Então por isso o filme se chama Ultimato e por isso que acho muito, muito especial."
* Com Agência Estado
