Diferentemente do que foi previsto no início da reforma, o teatro Castro Alves, de Araçatuba (SP), não ficará pronto até o final deste ano. O motivo do atraso é um problema que surgiu na cobertura do palco. Com isso, a Prefeitura deu uma nova data para a conclusão da obra: fevereiro de 2020.
O prazo de 120 dias para a entrega do teatro venceu no final de outubro, mas a empresa Vizan Projetos e Construções, vencedora da licitação da reforma, pediu um aditivo de 60 dias para a finalização da obra, afirmou o secretário municipal de Cultura, Sérgio Tumelero. O prazo passou a valer a partir do último dia 26.
Com esse aditivo, haverá um acréscimo de R$ 17.101,99 no valor do orçamento original, que era de R$ 183.886,96 (divididos em R$ 120.760,73 para a primeira fase e R$ 63.126,23 para a adequação do sistema de combate a incêndio). Agora, a obra passa a custar R$ 200.988,95. Os recursos são provenientes do próprio município.
De acordo com o secretário, a cobertura do palco não estava prevista no orçamento original, porém, após o início da obra, essa estrutura apresentou problemas de vazamentos, que devem ser corrigidos no período prolongado.
Pintura
“Não será possível a entrega do teatro ainda este ano, considerando que a solicitação de um aditivo para reformar o ‘teto do palco do teatro’ não estava previsto no projeto inicial. Além do término dos serviços prestados pela empresa contratada, também teremos um período para a execução da pintura do teatro”.
A pintura será feita pela própria Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos. A tinta que será utilizada nessa fase foi comprada pelo governo municipal por ata de registro de preço, afirma Tumelero.
Vencidas as duas etapas da reforma, o teatro ainda dependerá da emissão do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), destaca o secretário.
Etapas concluídas
Como parte da reforma, o teatro já recebeu um novo telhado e forro na parte da plateia, iluminação, e sistemas de combate a incêndio e antipânico.
Interdição
O teatro Castro Alves foi interditado no dia 5 de maio do ano passado, após vistoria de um engenheiro de segurança do trabalho que constatou risco de desabamento devido às vigas de madeira que estavam apodrecendo no teto.
Ação emergencial
Antes mesmo do lançamento do edital para a contratação da empresa que faria a reforma, a Prefeitura iniciou alguns serviços por conta. Em março, época em que o assessor executivo Luis Cláudio Júnior era o responsável pela pasta, foi retirado o antigo forro para que profissionais avaliassem a real situação do prédio. Uma caixa d´água nova também foi instalada no espaço, na ocasião.
Para a reportagem do Hojemais Araçatuba , Cláudio Júnior disse, na época, que a ação foi emergencial após descobrirem algums problemas, como excesso de peso do forro, telha de barro, que absorvia a água quando chovia, e saída fraca de água.