O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira (10) a exoneração da atriz Regina Duarte do cargo que ocupava na Secretaria Especial de Cultura, do governo federal.
A publicação ocorre 20 dias após o anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de que Regina deixaria o cargo e assumiria um posto na Cinemateca – instituição ligada à Cultura federal, responsável pela preservação e difusão da produção audiovisual brasileira.
O anúncio da saída de Regina no comando da secretaria ocorreu dias depois da entrevista polêmica que a mesma concedeu à CNN, ocasião em que se recusou a responder uma pergunta da atriz Maitê Proença, fez referência à ditadura, entre outras ações que não foram bem recebidas pelo público.
O anúncio de que deixaria a pasta foi publicado na rede social do presidente, acompanhado de um vídeo. A justificativa para sua saída foi de que ela sentia falta da família, que mora em São Paulo. “Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias”, escreveu Bolsonaro à ocasião.
Manifesto
Regina Duarte assumiu o cargo na secretaria, no início de março deste ano, após a saída de Roberto Alvim (que foi exonerado depois de fazer referências ao nazista Joseph Goebbels).
Apesar do pouco tempo no comando da secretaria, foi alvo de polêmicas e acusada pela classe artística de não cooperar para o setor durante a pandemia.
Após as críticas que recebeu por conta da entrevista à CNN, foi alvo de um manifesto de repúdio assinado por mais de 500 artistas brasileiros, reprovando as atitudes e gestação da secretária.
Quem assume?
Quando o anúncio da saída de Regina foi feito, o ator Mario Frias chegou a ser cotado para assumir o seu lugar, mas não houve sinalização oficial até o momento.