Economia

Frutas e legumes devem manter queda no preço, segundo a Ceagesp

Índice Ceagesp encerrou o mês de abril com valor negativo; queda de 3,96% foi puxada pelos setores de frutas e legumes

Da Redação - Hojemais Araçatuba
10/05/22 às 11h00
Preço da cenoura teve redução de 21,85 em abril, segundo a Ceagesp (Foto: Divulgação)

O índice de preços Ceagesp encerrou abril em -3,96%, queda de 8,8 pontos percentuais em relação ao índice de março. E a expectativa para o próximo mês é de que o índice continue em um viés de queda. Agentes de mercado acreditam que a estabilização das condições climáticas, a retomada da oferta dos produtos e a estagnação da procura contribuirão para isso.

O Índice Ceagesp é um indicador de variação de preços no atacado de frutas, legumes, verduras, pescado e diversos, divulgado mensalmente. São avaliados 150 itens da cesta, escolhidos pela importância dentro de cada setor e ponderados de acordo com a sua representatividade.

O destaque para o mês de abril ficou com o setor de legumes, com redução de 7,94% na comparação com março. As principais quedas ocorreram nos preços do pepino caipira (-21,32%), da cenoura (-21,85%), do pimentão verde (-23,99%), da ervilha torta (-24,23%) e do pepino comum (-24,23%). as principais altas ocorreram nos preços da abóbora moranga (22,25%), do quiabo liso (21,78%), da abobrinha brasileira (11,95%), do pimentão vermelho (6,60%), do pepino japonês (6,31%) e do pimentão amarelo (6,22%).  

Segundo a Ceagesp, além da retomada na quantidade ofertada dos produtos, antes impactados pelos eventos climáticos, houve desaquecimento do mercado consumidor.

Frutas

O setor de frutas apresentou redução de preços de 5,99%. As principais quedas ocorreram nos preços de mamão havaí (-18,37%), melão amarelo (-22,16%), maracujá doce (-27,05%), melancia (-38,00%) e mamão formosa (-38,38%). As principais altas ocorreram nos preços da goiaba vermelha (17,94%), uva itália (15,41%), abacate fortuna (13,61%), uva benitaka (12,43%), uva rubi (10,78%) e morango (9,82%).

Alta

Já o setor de verduras apresentou alta de 12,91% nos preços. As principais ocorreram nos preços de coentro (49,80%), rabanete (36,93%), alface americana (30,26%), espinafre (28,05%) e couve manteiga (24,02%). Brócolos ninja (-1,05%), cenoura com folha (-3,89%), acelga (-4,25%), couve-flor (-5,58%) e repolho liso (-8,32%) tiveram reduções nos preços. 

O levantamento aponta que neste setor, parte da produção acabou inviabilizada após os prejuízos provocados pelas fortes chuvas e a descapitalização do produtor ocorrida pelas elevações dos custos de produção (atrelados ao dólar) e da mão de obra para o ramo.

Batata e ovos

O setor de diversos também apresentou elevação, somando 8,18% de alta: batata asterix (26,73%), coco seco (23,59%), batata lavada (17,09%), cebola nacional (15,17%) e ovos brancos (3,87%). As principais reduções ocorreram nos preços de alho (-0,19%), alho estrangeiro (-1,75%) e amendoim com casca (-1,96%).

O preço das batatas ainda sofre as consequências dos problemas climáticos na produção, resquício de períodos anteriores. Sobre a cebola nacional, com o final da safra ocorrida no período, a oferta do produto ficou concentrada na região Sul do país e, mesmo com a entrada de cebolas da Argentina, não foi suficiente para suprir a oferta, o que resultou em maiores preços. A expectativa é para que esse setor continue com os preços em alta.

O setor de pescados apresentou redução de preços de 4,04%. As principais reduções ocorreram nos preços do salmão (-13,74%), da tainha (-14,14%), do espada (-14,44%), da sardinha fresca (-19,66%) e da pescada-goete (-21,25%). As principais altas ocorreram nos preços de pescada tortinha (40,62%), cavalinha (35,92%), curimbatá (18,90%), namorado (12,07%) e cascote (11,03%). 

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