Economia

Volta do comércio após dia 11 vai depender do esforço de todos

Afirmação é do presidente do Sincomércio de Penápolis, que participou de reunião com o governo do Estado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
30/04/20 às 11h54
Júlio Galinari acredita que somente a partir de junho o comércio no Estado estará 100% liberado (Foto: Jornal Interior/Colaboração)

Empresários e comerciantes que estão ansiosos pelo fim da quarentena no Estado de São Paulo para poderem retomar as atividades normais, terão que ajudar a convencer a população a adotar as medidas de combate à transmissão do coronavírus.

A informação foi passada pelo presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de Penápolis, Júlio César Galinari.

Nesta quarta-feira (29) ele participou de reunião com o secretário Estadual de Habitação, Flávio Amary, que é dentro do comitê que vai organizar a reabertura do comércio, o responsável pelo setor varejista.

Segundo o presidente do sindicato, pelas informações iniciais que foram passadas, não existe nenhuma possibilidade de antecipação do fim da quarentena, que vai prosseguir até o dia 10 de maio em todo Estato.

“Eu até questionei se se essa flexibilização não poderia ser a partir do dia 4, mas ele adiantou que é somente a partir do dia 11 mesmo”, explica.

Os comerciantes queriam reabrir as lojas na próxima semana, que antecederá o Dia das Mães, comemorado em 10 de maio.

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Gradual

Além disso, Galinari reforça que a flexibilização acontecerá de forma gradual, acontecerá por região e por segmento do comércio.

Ele conta que de acordo com o que explanado, deu para perceber que os segmentos de calçados, roupas e eletroeletrônicos devem ser os últimos a terem autorização para voltar a funcionar totalmente.

“Dentro da visão deles, esse é um segmento não tão essencial. Então acredito que vai ser uma das últimas atividades que serão liberadas”, comenta.

Responsabilidade

Entretanto, ele alerta que é muito importante que cada empresário e que cada comerciante seja o responsável em sua cidade, de ajudar a conscientizar a população sobre a necessidade de usar máscaras e de tomar as demais medidas de prevenção ao coronavírus.

“Os comerciantes devem dar esses equipamentos para os funcionários, porque a liberação das atividades será de acordo com a cor da bandeira. Os municípios que tiverem bandeira verde terão maior liberação. Se for amarela a liberação será média, mas se for vermelha, não vai ter liberação”, esclarece.

Regras

Segundo Galinari, para ter a bandeira verde o município deverá entre outras coisas, que ter testes disponíveis para a população, estar com o número de casos positivos de covid-19 controlados e terá que ter leitos suficientes para atender a população em caso de emergência.

“Então, vamos batalhar para isso aí, para que cada cidade consiga alcançar a bandeira verde para que o comércio comece a ser liberado”, diz.

O presidente do Sincomércio de Penápolis acredita que essa transição deverá acontecer durante todo mês de maio e, se tudo correr bem e se todos “fizerem a lição de casa”, a partir de junho o comércio no Estado esteja quase 100% liberado.

Isolamento

Uma das condições do governo do Estado para a liberação gradual das atividades a partir do próximo dia 11 é que a taxa de isolamento social esteja acima de 50%.

Na terça-feira (28), a média estadual voltou a ser de 48%, de acordo com Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que analisa dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento.

São avaliadas as informações de 104 cidades maiores de 70 mil habitantes, por isso, Penápolis não está na lista. Na região, o levantamento é feito em Birigui, que na terça-feira registrou os mesmos 48% da média estadual, enquanto em Araçatuba a taxa foi de 40%.

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