O araçatubense Alessandro Borges, 19 anos, conquistou a medalha de ouro no arremesso de peso no primeiro dia de disputas do 21º Campeonato Mundial Sub-20 de Atletismo, no estádio Hayward Field, em Eugene, Oregon (EUA). O atleta fez a melhor marca da vida (20,35 m) para conquistar o quarto ouro e a 16ª medalha do Atletismo Brasil em Mundiais da categoria.
Representando atualmente o Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG, Alessandro chegou ao Mundial como um dos favoritos ao pódio, segundo a Confederação Brasileira de Atletismo. Ele tinha a 5ª marca do mundo na categoria, 20,29 metros, conquistada em 4 de julho.
Alessandro disputou no lendário estádio Hayward Field, da Universidade do Oregon, o seu segundo Mundial Sub-20. Na edição de 2024, realizada em Lima (Peru), não conseguiu passar à final. Na qualificatória realizada pela manhã em Eugene, tarde pelo horário de Brasília, Alessandro precisou de apenas um arremesso para se classificar à final. Fez 19,63 m – a marca de corte era 19,50 m –, terceiro melhor resultado da etapa.
História
Alessandro começou no atletismo no projeto de base da Associação Cultural Nipo-Brasileira, em Araçatuba, em 2022. Desde então, é treinado por Andrea Maria Pereira Britto, que foi atleta do arremesso do peso e do lançamento do disco.
Agora, Alessandro está baseado na cidade de Uberlândia, treinando junto com o campeão mundial indoor e recordista sul-americano Darlan Romani. E tem recebido orientações do cubano Justo Navarro, treinador de Darlan.
Ainda segundo a Confederação Brasileira de Atletismo, o agora campeão mundial tem dominado as disputas nacionais e continentais. Ele é o atual tricampeão brasileiro sub-20 e, em 2026, também se tornou campeão brasileiro sub-23.
Nesta temporada, foi campeão do Campeonato Ibero-Americano Sub-20. Também é o atual bicampeão sul-americano sub-20 e campeão pan-americano da categoria.
Recorde
A marca do título mundial representa um novo recorde pessoal para Alessandro com o implemento de 6 kg, superando em 6 centímetros os 20,29 m obtidos por ele em Cuiabá (MT), no mês passado.
Com o ouro para o Brasil em Eugene, ele reforça uma geração que começa a mostrar força no cenário internacional sub-20 e se firma como promessa brasileira para o ciclo até os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
