Lucas Martins do Prado será julgado nesta sexta-feira (25), pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP), por uma quádrupla tentativa de homicídio. Ele é acusado de ter atirado contra policiais militares durante tentativa de abordagem ocorrida em 11 de janeiro de 2015.
Segundo a denúncia no Ministério Público, o caso aconteceu naquela madrugada, na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), próximo ao acesso à estrada vicinal Caran Rezek, que leva ao bairro Engenheiro Taveira.
Na denúncia consta que o réu estava na garupa de uma moto Honda CG 150 conduzida por pessoa não identificada. Ao ingressar na Elyeser, pela contramão de direção, saindo da Caran Rezek, Prado teria visto os policiais militares que atendiam ocorrência policial.
Tiros
Ainda segundo a denúncia, ele teria sacado um revólver e atirado duas vezes na direção da equipe, que não foi atingida. Após os disparos, os dois ocupantes da moto fugiram, foram acompanhados e abandonaram o veículo em um posto de combustíveis no cruzamento da rua Marcílio Dias com a avenida João Arruda Brasil.
O réu teria tentado fugir correndo, mas foi localizado e abordado na rua Wandenkolk. O condutor da moto e a arma usada no crime não foram encontrados. Prado foi preso em flagrante, teve o direito à liberdade provisória, mas foi denunciado por quatro tentativa de homicídios, que era o número de policiais que foi alvo dos disparos.
Negou
Após a denúncia ser aceita, a defesa dele requereu a absolvição pela negativa da autoria ou pela insuficiência provas. Em depoimento, Prado negou o crime, alegando que naquela madrugada esteve em uma festa no bairro Chácaras TV.
Ele disse ainda que foi ao posto de combustíveis, teria saído de lá com a moto a pedido de uma amiga, e teria sido abordado quando retornou ao local.
Entretanto, ao decidir enviá-lo para julgamento pelo Tribunal do Júri, a Justiça considerou haver indícios de que o réu fez os disparos de arma de fogo contra as vítimas, que sé não foram atingidas por erro de pontaria.
O julgamento está previsto para começar às 9h, no Fórum de Araçatuba. O réu aguarda julgamento em liberdade.
