Justiça

Gaeco cumpre mandado de busca e apreensão no escritório de Ricardo Barros, líder do governo na Câmara

Ação faz parte da operação Lava Jato e cumpriu, simultaneamente, mandados em Maringá, Paiçandu, Curitiba e São Paulo; denúncia é sobre fraude na contratação de empresa de energia eólica

Victor Faria - Hojemais Maringá
16/09/20 às 15h30
Escritório fica na avenida Prudente de Moraes em Maringá (Foto: Victor Faria/ Hojemais Maringá)

O MP-PR (Ministério Público do Paraná), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório político do deputado federal, e líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP), e de sua esposa, a ex-governadora do Paraná, Cida Borghetti.

A ação faz parte da operação Lava Jato e foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em novembro de 2019, depois de delações premiadas.

A investigação é para apurar supostos crimes de fraude na contratação de empresa de energia eólica, entre 2011 e 2014, quando Barros foi secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, durante o governo tucano de Beto Richa. A denúncia é referente aos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.  

Em nota a assessoria de imprensa do deputado, disse que ele está tranquilo e em total colaboração com as investigações. Disse também que Barros solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos a sociedade e iniciar sua defesa. "O parlamentar reafirma a sua conduta ilibida (...) Ricardo Barros, relator da Lei de Abuso de Autoridade, repudia o ativismo político do judiciário".

Além do escritório de Ricardo Barros, a informação do MP, é que outros mandados foram cumpridos em Paiçandu, Curitiba e São Paulo. Foram quatro mandados a residências e quatro à empresas que também estão sendo investigadas. O Ministério Público, entretanto, não divulgou os nomes ou endereços de outros envolvidos.

Ricardo Barros teve sua nomeação como líder do governo Bolsonaro publicada há menos de um mês: em 18 de agosto deste ano. Antes disso, ele foi ministro da Saúde do governo Michel Temer, entre 2016 e 2018, e exerceu cargos de liderança no governo FHC (líder do governo), Lula (vice-líder do governo) e Dilma Rousseff (vice-líder do governo). 

Movimentação

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Além dos agentes do Gaeco, houve movimentações no comitê e escritório do deputado em Maringá. Diversos assessores se reuniram no escritório vizinho de onde foi cumprido o madado. O espaço, onde eles estavam, também é utilizado pelo grupo político de Ricardo Barros. Além de assessores, o irmão do deputado, e ex-prefeito de Maringá, Silvio Barros II, também se deslocou até o local. 

Ricardo Barros está em Brasília e respondeu às acusações através de nota de sua assessoria de imprensa. Nenhuma das pessoas que estavam no local quiseram se manifestar sobre o mandado, investigação ou denúncia. O Gaeco ficou no escritório por quase quatro horas, entre às 8h e 11h30, aproximadamente.

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