O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) absolveu Antônio Marcelo Scanfela, que foi denunciado por homicídio qualificado pelo assassinato de Adalberto Cantarin de Souza. O crime ocorreu há cinco anos, em 5 de julho de 2014.
O julgamento foi na quarta-feira (31) no Fórum de Araçatuba e, de acordo com a decisão, o Conselho de Sentença, por maioria de votos, reconheceu a materialidade, mas negou a autoria do crime por parte do réu.
A sentença foi proferida pelo juiz Henrique Castilho, que determinou a expedição do alvará de soltura de Scanfela, que aguardava julgamento preso.
De acordo com a denúncia, o assassinato aconteceu por volta das 4h30, na rua Alcides Fagundes, em frente a um dos portões do recinto de exposições Clibas de Almeida Prado.
Naquela madrugada, era realizada a Expô e a vítima saía do recinto acompanhada de dois colegas. O réu abordou o grupo do lado de fora do recinto e perguntou a um dos colegas se ele morava no Castelo Branco, bairro conhecido como Seiscentas Casas, que fica próximo ao recinto.
A vítima interveio e, apesar de não residir no bairro, disse que sim e perguntou "qual é a fita?". Scanfela teria respondido: "Vocês da 600 é muito pra frente". Em seguida, sacou uma arma que trazia na cintura e disparou seis vezes, dos quais, três tiros atingiram Souza.
O réu fugiu após o crime, mas foi preso em flagrante quase um ano depois, em abril de 2015, por roubo. Na casa dele foi apreendido um revólver calibre 38, mesmo calibre usado no assassinato, carregado com seis munições intactas.
Para o Ministério Público, o crime foi praticado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Apesar disso, os jurados decidiram pela absolvição.