O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne na próxima quarta-feira (7), para o julgamento de Michael da Silva Oliveira, 25 anos, por homicídio.
Ele foi denunciado por ter matado o tio dele, Raimundo Novaes, 53, em outubro de 2014. A vítima teve o corpo queimado após ser molhado com solvente.
O crime aconteceu no início da tarde de 2 de outubro de 2014, na rua Serviliano da Silva Junior, no bairro São José.
Consta na denúncia do Ministério Público, que o réu morava com a avó em uma casa no fundo de um terreno, enquanto o tio dele vivia sozinho, em um cômodo separado, ao lado.
Os dois se desentendiam constantemente e um dia antes do crime, eles teriam discutido por motivos desconhecidos.
Solvente
No dia seguinte, Michael saiu de casa dizendo que iria para o trabalho, como fazia normalmente. Porém, no início da tarde ele retornou, trazendo uma garrafa plástica de refrigerante, cheia de tiner, produto altamente inflamável, usado para diluir tinta.
Ainda de acordo com a denúncia, o réu foi até a casa do tio, que estava dormindo, jogou parte do líquido sobre ele e ateou fogo. As chamas se espalharam rapidamente pelo corpo da vítima, que correu para frente do imóvel, retirando as roupas.
Raimundo foi socorrido por homens que trabalhavam em uma construção em frente à casa dela, aos quais contou que o sobrinho dele, seria o autor do crime.
A mesma informação foi passada aos policiais militares que atenderam a ocorrência. Eles realizaram patrulhamento, mas o réu não foi encontrado na ocasião.
Lesões
Na época, a assessoria de imprensa da Santa Casa informou que Raimundo teve queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus, sendo as mais graves principalmente no rosto e no tórax.
Ele permaneceu na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) aguardando vaga em um hospital especializado para tratamento em queimados, mas morreu no dia seguinte.
Durante perícia na casa, foi apreendida uma garrafa pet com 50 miligramas de solvente, um isqueiro e uma caixa de fósforo.
Preso
Durante o processo o réu teve a prisão decretada pela Justiça e foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil, cometido com emprego de fogo e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ele permanece preso e o julgamento está previsto para começar às 9h, no Fórum de Araçatuba.
A Promotoria de Justiça será representada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho e a defesa de Michael é feita pelo advogado Bruno Barros Mendes, segundo consta no site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).