Opinião

Cenário otimista na construção

O aumento da demanda por imóveis vem na esteira de uma melhora na confiança de consumidores e no nível de renda, com a queda do desemprego

Aurélio L. de Oliveira Júnior*
10/01/20 às 18h01

Termômetro da economia brasileira, a construção civil deve crescer 3% e gerar 150 mil empregos neste ano. A estimativa é da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), assim como de praticamente todas as entidades representativas do setor, que enxergam 2020 com mais obras, emprego e renda. Espera-se que o setor de edificações residenciais aumente o ritmo de crescimento, impulsionando o segmento de serviços especializados.

O aumento da demanda por imóveis vem na esteira de uma melhora na confiança de consumidores e no nível de renda, com a queda do desemprego. É preciso dizer que, diante da expectativa de aumento nos preços dos imóveis nos próximos anos, 2020 vai ser um bom ano para comprar uma casa ou um apartamento para morar, antes que os valores subam ainda mais.

No ano passado, houve uma retomada dos financiamentos imobiliários com recursos da poupança para pessoas físicas. Essa modalidade de crédito atingiu R$ 76,1 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em novembro, alta de 38,3% em relação ao apurado nos 12 meses anteriores.

De acordo cm a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o mercado está voltando em um ritmo forte e consistente, e a expectativa é que neste ano esse ritmo se mantenha. Com a queda da taxa básica de juros da economia, a Selic, as taxas de juros dos financiamentos imobiliários também caíram. O Custo Efetivo Total (conhecido como CET, que inclui os juros e outras taxas embutidas no financiamento) médio para financiar um imóvel de R$ 750 mil nos cinco maiores bancos caiu de 9,58% ao ano, em janeiro de 2019, para 8,18% ao ano, em dezembro.

Em 2020, as taxas de juros dos financiamentos imobiliários tendem a ficar em um patamar estável. Segundo especialistas, a queda deve perder fôlego, porque não há espaço para os juros caírem muito mais do que já caíram. Ou seja, este será um ano tão bom ou melhor do que 2019 para comprar imóvel. Temos a combinação perfeita de oferta de bons imóveis com preço ainda atrativo e perspectiva de alta, com taxas de juros que cabem no bolso.

E para fechar um bom negócio não tem muito milagre. O jeito é procurar, dispendendo tempo em busca de um imóvel como o desejado, por um preço que caiba no bolso. Com a maior oferta de crédito, também é um bom momento para bater na porta de diferentes instituições financeiras e escolher com calma a melhor taxa oferecida.

(Foto: Divulgação)

*Aurélio Luiz de Oliveira Júnior é presidente do Sinduscon Oesp

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