Opinião

Por que separar custos e despesas?

"Os termos custos e despesas podem, num primeiro momento, parecerem sinônimos, mas, para uma boa gestão financeira, a classificação correta dos gastos não é um mero detalhe"

Ederson Leandro Rigon*
20/07/21 às 20h30

Ter as informações corretas é a primeira condição para que uma empresa tenha uma boa gestão financeira, capaz de proporcionar uma visão clara da situação da empresa e dar condições para que o empresário tome decisões seguras. Sendo assim, fatos que podem parecer meramente detalhes, fazem uma enorme diferença no processo de decisão.

Os termos custos e despesas podem, num primeiro momento, parecerem sinônimos, mas, para uma boa gestão financeira, a classificação correta dos gastos não é um mero detalhe, ou apenas uma exigência fiscal para que a contabilidade da empresa esteja dentro da legalidade. Separar custos e despesas é requisito indispensável para a tomada de decisões.

Antes de um exemplo mais elucidativo sobre como isso impacta nas decisões, é preciso conceituar esses dois termos.

Custos são gastos necessários para que a empresa tenha os seus produtos em estoque, prontos para serem vendidos. Logo, todos os gastos que antecedem esse processo, como a aquisição do produto e fretes para transporte, devem ser classificados como custo, pois sem eles o produto não estaria pronto para a venda.

Já as despesas, são os gastos existentes por ocasião das vendas, como impostos, comissões sobre vendas, taxas de delivery, bem como os gastos para a manutenção das atividades da empresa, como energia elétrica, água, internet, aluguel, marketing e salários. Muitos empresários acham desnecessária essa separação e acabam se equivocando com as informações.

Suponhamos que uma empresa contrate um capital de giro para aquisição de estoques, o que irá gerar um gasto com juros. Esse gasto não pode ser atribuído aos custos dos produtos, pois não competem a eles. Ao fazer isso, o empresário pode chegar à conclusão de que um determinado produto tem um custo muito elevado, que o preço de venda não será satisfatório e descartar a sua comercialização.

O capital de giro contratado tem como função a manutenção das atividades empresariais e os juros devem ser tratados como despesas. O gasto com marketing é outro exemplo que deve ser classificado como despesa e não como custo, pois a empresa não depende do marketing para ter o produto e em estoque. O marketing é um gasto necessário para que a venda ocorra.

Em contabilidade, mais importante do que os números, é o que eles contam. Logo uma empresa com uma gestão financeira capaz de interpretar corretamente o que os números estão contando, terá mais chances de crescer de forma constante e segura.

(Foto: Divulgação)

*Ederson Leandro Rigon é contador e professor universitário em Araçatuba (SP). 

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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