Final de ano chegando. Começam-se as retrospectivas e alguns questionamentos surgem. E aquele emprego novo que não veio? A casa nova que ficou para trás? Muitas vezes iniciam-se comparações: Nossa! Meu vizinho trocou de carro e eu não! Ou: minha prima viajando e eu aqui indo para lugar nenhum! Sentimentos sabotadores como esses fazem as pessoas sentirem cada vez menos gratas e consequentemente infelizes.
O que muitos talvez não saibam é que expressar a gratidão pode mudar o cérebro e fazer muito bem para a saúde. Pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que ser grato pelas pequenas coisas da vida pode causar grandes mudanças – inclusive cerebrais.
“A gratidão recompensa a generosidade e mantém o ciclo de comportamento social saudável”, assegura Antonia Damasia, diretora do Instituto de Neuroimagem Dornsife, na Califórnia.
Mas afinal, o que agradecer? Ano difícil: pandemia, falta de trabalho, escolas fechadas, filhos passando a maior parte do dia enclausurados em quartos! “Mas por outro lado”: estamos vivos, nossos filhos estão seguros em casa e não nos faltou comida na mesa, em quase dois anos de pandemia.
Pessoas gratas são mais perceptíveis aos pequenos momentos da vida!
Elas sempre encontrarão algo para agradecer: pela saúde, pela moradia, pela família, pelo dia ensolarado...
A gratidão faz sermos pessoas melhores em todos os sentidos, inclusive neurologicamente. Elizabeth Blackburn, a ganhadora do Prêmio Nobel de Medicina em 2009, descobriu que o nosso DNA tem enzimas que ficam mais curtas à medida que envelhecemos, impedindo a renovação celular. Vários fatores influenciam o cumprimento dessas enzimas, chamadas de telômeros, inclusive o sentimento de gratidão.
Pessoas gratas terão mais saúde, seus cérebros terão melhor desempenho e aquela chance (aquele emprego novo, por exemplo) que talvez você nem se daria conta, você perceberá. A prosperidade acontecerá e a vida sorrirá para você. Esse é o segredo de praticar a gratidão!
