Sustentabilidade, palavra de ordem. Nessa sociedade líquida, por tudo nos tornamos sustentáveis, até mesmo quando não somos.
Para nós brasileiros a sustentabilidade está determinada na Constituição Federal, artigo 225, que afirma o direto a todos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações. Esse conceito, porém, é anterior a 1988, sendo mundialmente apresentado em 1972, na Conferência de Estocolmo, e em 1987, no Relatório Brundtland (“nosso futuro comum”).
Depois de dois séculos da revolução industrial, foi na segunda metade do século XX, já com um mercado globalizado e com o meio ambiente amplamente modificado pela humanidade no sistema de produção industrial e extensivo, que as pesquisas sobre os limites da natureza e sobre a exclusão socioeconômica começaram emergir a urgência de se repensar os rumos do desenvolvimento.
Por sua vez, o desenvolvimento deve preservar os ecossistemas, gerar riqueza e acabar com a exclusão social, formando assim o tripé da sustentabilidade que agrega também o conceito de governança democrática.
Com tantos desafios a serem superados pela humanidade, como podemos contribuir individualmente no nosso cotidiano para a sustentabilidade?
Nós moradores dessa casa comum, nossa Gaya, Planeta Terra, podemos contribuir aderindo ao consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos, com a coleta seletiva, reciclagem e reutilização dos produtos. Como cidadãos, participando da elaboração e fiscalização das políticas públicas. Como comunitários, promovendo com nossos amigos e vizinhos a organização civil e ações. Assim começa, e evolui!
Colocando em prática coisas simples como as elencadas acima, que já ouvimos muitas vezes ao longo da vida, vamos aprendendo e incorporando outros conhecimentos mais aprofundados e nos transformando em agentes reivindicadores e disseminadores da sustentabilidade.
A educação ambiental nos possibilita transformar o nosso comportamento. As atitudes verdadeiramente sustentáveis estão além do marketing verde dos produtos e serviços que são oferecidos ou que consumimos; estão na consciência do quanto já atuamos e do quanto podemos atuar, individualmente e comunitariamente, para a proteção do meio ambiente e da equidade no desenvolvimento. Sem a efetiva conscientização, essa geração e as próximas não terão um futuro sustentado.