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Jovem é preso após aplicar golpe do cartão clonado em pai de policial

Foi detido em um hotel de Penápolis com o cartão da vítima e também de moradores em Andradina que podem ter caído no golpe

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
12/11/21 às 10h34

Um jovem 26 anos, morador em São Paulo, foi preso na tarde de quinta-feira (11) em Penápolis, acusado participar de uma quadrilha especializada no golpe do cartão clonado. Ele foi encontrado em um hotel da cidade após buscar o cartão de um idoso de 80 anos, que é pai de um policial civil.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima contou que por volta das 13h recebeu telefonema de uma pessoa do sexo feminino, dizendo que era funcionária do Banco do Brasil e perguntando se ele havia feito uma compra no valor de R$ 2.375,00.

Ao negar a compra, o aposentado foi informado que o cartão dele havia sido clonado e teria que bloqueá-lo ligando para o número 4004-0001. Desconfiado, o idoso telefonou para a filha dele, mas foi uma mulher se passando por ela que atendeu e também o orientou ligar no número 4004-0001.

A vítima então ligou para esse número e uma terceira mulher atendeu a ligação. Ela tinha voz semelhante da segunda mulher que atendeu a ligação e acreditou que fosse funcionária do banco, pois ela passou os dados do meu cartão, dizendo que ele estava sendo bloqueado.

Carta

Disse ainda que na segunda-feira receberia um cartão novo e que um funcionário iria a buscar o que havia sido bloqueado. O aposentado foi orientado a escrever uma carta de contestação, a qual entregou junto com o cartão para um jovem que esteve na casa dele logo após desligar o telefone.

Assim que entregou o cartão o idoso telefonou para a filha dele, que desta vez atendeu a ligação, e descobriu que havia caído em um golpe. Ao consultar o extrato da conta dele no banco, descobriu três transações feitas com o cartão, uma no valor de R$ 20,00, a segunda de R$ 899,82 e a terceira no valor de R$ 1.289,00.

Investigação

O investigador de polícia foi informado pela irmã dele que o pai deles havia caído no golpe e, como já vinha investigando esse tipo de crime na cidade, foi até um hotel na rua Augusto Pereira de Moraes, acompanhado de outro policial, onde surpreenderam o jovem investigado.

Sobre a cama no quarto que havia se hospedado foram encontradas duas máquinas de cartão de crédito e ele confirmou que havia acabado de buscar o cartão e uma carta na residência da vítima. No quarto também havia uma mochila com mais cinco maquininhas de cartão de crédito, três cartões bancários e três comprovantes de transações bancária.

Um dos comprovantes era da transação no valor de R$ 1.289,00, feita com o cartão do aposentado. A outra era de R$ 1.295,00, feita no dia 9, com o cartão de um homem que tem conta bancária em Andradina.

Também foi encontrado um comprovante no valor de R$ 1.500,00, em nome de uma mulher, mas o cartão de crédito com referência a essa negociação não foi localizado. Os outros dois cartões apreendidos estão em nome de uma mulher e também são de uma agência bancária de Andradina. 

Reconhecido

O investigado foi apresentado na delegacia e reconhecido pelo aposentado como sendo a pessoa que esteve na casa dele e retirou o cartão bancário junto com a carta que havia escrito, a qual também foi apreendida.

Ele foi interrogado na presença de uma advogada e alegou que estava desempregado, por isso aceitou a proposta de um colega, que o contratou para trazer umas máquinas de cartão para entregá-las a uma terceira pessoa.

Organização criminosa

O delegado que presidiu a ocorrência considerou que ficou configurado o crime de furto mediante fraude, o qual teria sido praticado por pelo menos quatro pessoas, configurando a organização criminosa. Como as penas somadas ultrapassam os quatro anos de prisão, não foi arbitrada fiança.

Além disso, o delegado representou pela conversão da prisão em preventiva, considerando a complexidade dos crimes praticados. Ele citou no boletim de ocorrência que quadrilhas do tipo atuam de forma estrutura e ordenada, abrindo contas bancárias para receber os valores furtado; criando pessoas jurídicas, adquirindo máquinas e linhas telefônicas; fraudando linhas telefônicas das vítimas, o que requer a divisão de tarefas.

Também levou em consideração que os crimes praticados têm vitimado principalmente idosos e que pessoas como o investigado fazem da prática delitiva um estilo de vida, causando prejuízo à sociedade, revelando desprezo com a ordem social, com as pessoas e com o ordenamento jurídico.

Após ser ouvido o investigado ficou à disposição da Justiça.

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