A Polícia Militar de Araçatuba (SP) identificou os dois adolescentes acusados de terem assaltado uma joalheria em um shopping da cidade na semana passada. Os rapazes, que tem 15 e 17 anos, foram ouvidos, confessaram o roubo, mas foram liberados.
Os dois jovens foram apresentados no plantão policial no final da noite de quarta-feira (26), após serem encontrados em um condomínio de ranchos à beira do rio Tietê, onde estariam se escondendo.
A polícia apreendeu com eles, um carro que alegaram ter comprado com dinheiro da venda das joias roubadas. O prejuízo, segundo a proprietária, foi de mais de R$ 25 mil, e o veículo apreendido é um Ford Escort 1989. O veículo é avaliado em aproximadamente R$ 4 mil.
O carro estava na casa do adolescente de 15 anos, no residencial Porto Real. A mãe do menino estava no imóvel quando a polícia o recolheu da garagem.
Segundo o delegado Paulo Natal, responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), eles confessaram o roubo e confirmaram ter comprado o carro com o dinheiro das joias roubadas.
Sobre a arma utilizada na ação, alegaram tê-la jogado fora. Como não houve flagrante, eles foram liberados após prestarem depoimento.
Investigação
Apesar de o roubo ter ocorrido no dia 19, a Polícia Militar não havia apresentado até a manhã desta quinta-feira (27) à Polícia Civil, responsável pela investigação, o boletim de ocorrência relativo ao assalto, apesar de outros suspeitos terem sido detidos nesse período.
Até imagens do sistema de monitoramento do shopping captadas durante o assalto foram divulgadas pela imprensa. O Hojemais Araçatuba apurou que o shopping não autorizou a divugação dessas imagens.
Como a Polícia Militar atendeu a ocorrência naquele dia e registrou o BOPM, somente na tarde de terça-feira (25) a proprietária da joalheria foi ao plantão policial para comunicar o roubo e apresentar a relação da mercadoria roubada.
A reportagem procurou a Promotoria da Infância e da Juventude, que até a manhã desta quinta-feira não tinha nenhuma informação sobre o ato infracional de roubo que os adolescentes confessaram ter praticado.