Um advogado de 40 anos, morador em Araçatuba (SP), foi preso na noite de domingo (14) por embriaguez ao volante e também por atropelar uma cabeleireira na avenida Brasília. O atropelamento aconteceu na frente da polícia e a vítima disse que havia sido ameaçada pelo investigado momentos antes.
O caso aconteceu por volta das 21h e o flagrante foi feito por policiais militares que realizavam bloqueio de trânsito na avenida. Eles relataram que viram a vítima, que tem 41 anos e conduzia um veículo GM Tracker, estacionar o carro, descer do veículo e começar a gritar.
Quando ela tentava atravessar a via foi atingida pelo carro conduzido pelo advogado, um VW Touareg. Ainda de acordo com a polícia, a vítima foi atingida na perna e chegou a cair no asfalto.
Fuga
Após o atropelamento, o acusado teria tentado fugir, mas foi abordado pelos policiais militares, que relataram que ele falava coisas desconexas, afirmando que não havia feito nada e que a vítima “seria louca".
Ainda de acordo com a polícia, o advogado confessou que havia ingerido bebida alcoólica no restaurante que fica no cruzamento com a avenida Paulista, concordou com o teste do bafômetro, que apontou 0,86 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. O limite para a prisão em flagrante é 0,33 miligrama.
Ameaça
Após detê-lo os policiais conversaram com a cabeleireira, que alegou que minutos antes havia sido ameaçada pelo acusado, que a teria flagrado quando passava na frente do restaurante. Ela disse que ele imediatamente entrou no carro dele e passado a segui-la.
A polícia não informou se a cabeleireira sofreu ferimentos em função do atropelamento e nem se ela tem algum tipo de relacionamento com o investigado.
Preso
O acusado foi levado para o plantão policial, onde foi ouvido na presença de uma advogada e negou as acusações, mas teve a prisão em flagrante confirmada pelo delegado plantonista.
Ele será indiciado por lesão corporal com agravante de ter sido praticada contra mulher, em função do sexo feminino; ameaça; violência doméstica; e embriaguez ao volante. Como as penas somadas ultrapassam 4 anos de prisão, não foi arbitrada fiança na fase policial.
Segundo a polícia, a advogada que acompanhou o flagrante é membro da comissão regional de prerrogativas da subsede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e comunicou por telefone, o presidente da OAB local, o advogado Sandro Laudelino Ferreira Cardoso, sobre o ocorrido.
O veículo do advogado foi apreendido pela Polícia Militar por não ser indicada nenhuma pessoa habilitada para retirá-lo no local.
