Polícia

Amigo de jovem assassinado na Mário Covas é preso com pistola

Disse à polícia que a arma era de Adriano Massaroto, que estaria sendo ameaçado de morte e havia pedido para guardá-la para ele

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
08/12/20 às 11h45
Pistola apreendida está com numeração raspada e será periciada (Foto: Divulgação)

Um mecânico de 27 anos, morador no bairro Traitu, em Araçatuba (SP), foi preso na noite de segunda-feira (7) com uma pistola. Ele era amigo do técnico em refrigeração Adriano Colombo Massaroto, 21, que foi morto a tiros na semana passada quando seguia com um Hyundai IX35 pela avenida Mário Covas.

Segundo o investigado, a arma seria de Adriano, que teria pedido para ele guardar duas semanas atrás, pois estaria sendo ameaçado de morte.

O flagrante foi feito por equipe do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), que recebeu denúncia de que um morador na rua Celestino Blaya Mendes estava armado com uma pistola e estaria envolvido na morte de Adriano.

Negou

Eles encontraram o mecânico na frente da casa dele e, ao ser questionado, afirmou que não tinha nada de errado em casa. Porém, o avô da esposa do investigado saiu para ver o que estava acontecendo e autorizou que fossem realizadas buscas.

A pistola calibre 380 foi encontrada no guarda-roupas do casal. Ela está com a numeração raspada e estava carregada com oito munições intactas.

Segundo os policiais militares, o mecânico alegou que a arma era de Adriano, mas acabou ficando com ela após o amigo ser assassinado. Alegando não ter envolvimento algum com o homicídio, o investigado disse que também estava com medo de morrer.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, o rapaz teria dito que foi ao velório de Adriano armado com a pistola, mas alegou nada saber sobre a arma estar com a numeração raspada.

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Ameaças

Na delegacia, o mecânico foi ouvido na presença de uma advogada e disse que Adriano estaria sendo ameaçado de morte por ter se envolvido em um negócio com um veículo, o qual não havia dado certo.

Desde então ele teria comprado a pistola, mas por medo dos pais dele, teria pedido que guardasse, isso cerca de duas semanas atrás. O investigado alegou que recebeu a arma enrolada em um pano e não sabia se ele estava carregada ou com a numeração raspada.

O mecânico disse ainda não saber o que motivou o assassinato do amigo dele e negou ter falado aos policiais militares que o prenderam que teria ido ao velório de Adriano com a pistola. Falou ainda que não está sendo ameaçado e não tinha motivos para andar armado.

Como a pistola estava com a numeração raspada, a legislação não permite que seja arbitrada fiança na fase policial. Por isso, o mecânico passou a noite preso e o caso seria avaliado pela Justiça nesta terça-feira (8).

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