A policial militar de 28 anos que foi detida no início da tarde desta segunda-feira (6), em Araçatuba (SP), após atirar no companheiro dela, foi liberada pela Polícia Civil após prestar declarações. O delegado que presidiu a ocorrência considerou que ela agiu em legítima defesa.
A reportagem apurou que a vítima, que tem 30 anos, foi socorrida com ferimentos graves e seria submetida a procedimento cirúrgico. A Santa Casa não passa informações sobre vítimas de tentativa de homicídio.
Os policiais militares que apresentaram a ocorrência contaram que foram à residência do casal após a própria policial feminina ter ligado para o telefone 190 e informado que havia disparado com a arma de fogo contra o companheiro.
Quando a equipe chegou ao local, ela já era tranquilizada por outros policiais e o companheiro dela estava caído no chão da cozinha, com ferimentos no peito, no abdômen, na perna e no braço. Entretanto, estava consciente e foi levado por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros para a Santa Casa de Araçatuba.
Discussão
Ainda de acordo com o que foi relatado, em declarações a policial militar contou que tudo começou com uma discussão no quarto do filho do casal, onde o companheiro dela teria passado a agredi-la com socos e chutes.
Aproveitando que ele saiu para ir à cozinha tomar água ela guardou a pistola .40 debaixo do travesseiro, com medo de que ele pudesse usá-la contra ela. Ainda segundo a policial, quando retornou ao quartou ele voltou a agredi-la.
Ele a teria segurado com as duas mãos pelo pescoço, tentando enforcá-la, mas ela conseguiu empurrá-lo e pegou a arma, com a qual fez um primeiro disparo. Ainda na versão da policial, mesmo ferido o companheiro voltou a investir contra ela, que efetuou novos disparos contra ele, que foi para cozinha, onde caiu e permaneceu até ser socorrido.
Luta
Os policiais que acompanharam o socorro prestado ao companheiro da policial militar relataram que ele confirmou ter entrado em luta corporal com ela, para tentar desarmá-la. A mulher, segundo a polícia, apresentava ferimentos pelo corpo e foi levada em uma viatura até o pronto-socorro municipal, onde foi medicada antes de ser apresentada no plantão policial.
Foi determinada a realização de perícia na residência do casal, sendo recolhidos quatro estojos vazios e um projétil calibre .40. Também foram recolhidos três celulares que serão periciados.
Investigação
O promotor de Justiça Adelmo Pinho esteve no plantão policial para se informar sobre os fatos e quando chegou, a policial já estava deixando o prédio para passar por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).
Ele conversou com o delegado, que entendeu que diante do que havia sido apurado até então, a policial militar estava se defendendo de agressão injusta provocada pelo companheiro quando efetuou os disparos.
Também levou em consideração que ela própria acionou a Polícia Militar e o socorro para ambos, tendo aguardando no local. Apesar de ter sido liberada após prestar declarações, será instaurado um inquérito para investigar o caso.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, que informou que o caso estava em andamento e posteriormente daria informações.
