Polícia

Dona de rancho onde foram apreendidos 13,7 quilos de cocaína é condenada e presa

Para a polícia, a ré assumiu o lugar do companheiro dela depois que ele foi preso com drogas 

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
15/02/19 às 16h04
Quinze tabletes de cocaína e material para refinar o entorpecente foram apreendidos em rancho da acusada, no condomínio Copacabana (Foto: Divulgação)

A dona de casa Elliane Cristina da Costa, 42 anos, moradora no residencial Atlântico, em Araçatuba (SP), foi presa na noite de quinta-feira (14) pela Polícia Militar. Ela foi condenada pela Justiça local a 4 anos de prisão por tráfico de drogas.

Segundo denúncia do Ministério Público, a condenada era proprietária de um rancho no condomínio Copacabana, onde foram apreendidos 13,7 quilos de cocaína em operação realizada pelo GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, em 11 de abril de 2014.

No local também foram apreendidos produtos para produção do entorpecente. Na época, a polícia informou que o material apreendido seria suficiente para produzir até 50 quilos de entorpecente, o que renderia mais de R$ 1 milhão a preço de mercado.

A apreensão aconteceu durante cumprimento a mandado de busca e apreensão judicial, expedido uma semana após o companheiro dela, Valério Aparecido Pereira da Silva, ter sido preso com porções de crack. A suspeita da polícia era de que após a prisão dele, a mulher teria dado continuidade ao negócio.

No rancho foram encontrados 15 tabletes de cocaína. A droga estava em um dos quartos com duas balanças de precisão, frascos com éter e sacos plásticos contendo um pó branco que seria adicionado ao entorpecente.

Absolvição

Consta na sentença que a defesa dos réus pediu a absolvição por falta de provas. Ouvidos em juízo, eles negaram a propriedade da droga. O casal alegou que tinham o rancho em sociedade, mas estavam separados quando aconteceu a apreensão.

Ainda de acordo com os réus, uma semana antes de Valério ser preso, ele alugou o imóvel para outro rapaz, que seria cliente dele no lava-jato que possuía.

A mulher disse que era contra o aluguel do rancho, por estarem se separando, e que a pessoa só devovleu a chave dez ou 15 dias após a prisão do companheiro dela.

Condenados

Apesar dos argumento, o juiz que julgou a ação entendeu que os réus eram os proprietários da droga apreendida. Foi levado em consideração depoimentos de testemunhas que disseram ter visto Elliane no rancho uma semana antes do cumprimento do mandado de busca.

Um dos policiais revelou que funcionários do condomínio confirmaram que os réus eram os proprietários e frequentadores do rancho. Além disso, o delegado relatou no inquérito que foram recebidas mais de dez denúncias de que os réus estavam envolvidos com o tráfico de drogas.

"Conforme se vê, os depoimentos dos policiais estão em consonância com as demais provas angariadas nos autos..." ...E, no caso dos autos, há indícios suficientes para a classificação do delito de tráfico, não se exigindo a prova flagrancial do comércio ilícito, bastando que os elementos indiciários, principalmente a quantidade da droga apreendida e as circunstâncias em que ocorreram a ação dos policiais e a prisão dos réus evidenciem a atividade delituosa", cita a decisão.

Penas

Enquanto Elliane foi condenada a 4 anos de prisão, o companheiro dela, por ser reincidente, foi condenado 8 anos e 2 meses de prisão. O casal recorreu da sentença, mas o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) manteve a decisão.

Em outubro do ano passado, o acórdão transitou em julgado e foi determinada a expedição do mandado de prisão de Elliane.

A ordem foi expedida em 30 de novembro do ano passado, mas só agora ela foi presa, em um endereço no bairro Ipanema.

Após ser apresentada no plantão policial, ela foi encaminhada à penitenciária de Tupi Paulista, para dar início ao cumprimento da pena em regime inicial fechado.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
  26/06/26 às 08h47
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.