O empresário de Araçatuba (SP) e o médico de Birigui que foram presos temporariamente nesta quarta-feira (18) pela Polícia Federal do Pará durante a segunda fase da Operação Raio-X haviam sido alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Raio-X, deflagrada em setembro do ano passado pela Polícia Civil de Araçatuba.
O empresário inclusive chegou a ser preso temporariamente na ocasião, mas depois obteve o direito de responder em liberdade ao processo na Justiça de Birigui, no qual é réu pelo crime de organização criminosa.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público à Justiça de Birigui, ele é proprietário de uma empresa de agricultura, mineração, comércio e distribuição de alimentos e medicamentos que tinha contratos com as OSS investigadas.
A investigação encontrou indícios de que além de usar essa empresa para celebrar contratos superfaturados ou não executados, o réu emprestaria o nome para lavagens de dinheiro pela suposta organização criminosa que seria liderada pelo médico Cleudson Garcia Montali. Na denúncia foi apresentada relação de veículos que teriam sido adquiridos pela organização e registrados em nome da empresa dele.
Médico
Já o médico que foi preso hoje tem 38 anos e foi alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão por determinação da Justiça em setembro do ano passado.
Segundo o que foi apurado pela reportagem, a investigação apontou que ele viajou com o médico Lauro Henrique Fusco Marinho, apontado como braço direito de Cleudson, para o Estado do Pará em uma aeronave pertencente à suposta organização criminosa.
Para a polícia, ele teria se beneficiado do dinheiro público supostamente desviado e passado a prestar serviços para as OSSs ligadas ao suposto esquema criminoso em contratos assinados com o governo do Estado do Pará.
Durante o cumprimento ao mandado de busca e apreensão na casa dele no ano passado, expedido pela 1ª Vara Criminal de Birigui, foram apreendidos documentos como contratos entre empresas médicas e a Santa Casa de Misericórdia de Birigui e recibos de pagamentos relacionados a empreendimentos imobiliários.
A reportagem apurou que os documentos apreendidos estão em análise pela Polícia Civil e até esta quarta-feira não havia sido apresentada denúncia contra ele.
Segredo
A assessoria de imprensa da Polícia Federal do Pará informou que não pode dar detalhes da operação deflagrada hoje devido ao processo correr em segredo de Justiça.
Segundo o que foi informado nesta tarde, dos 60 mandados de prisão expedidos (54 prisões temporárias e 6 prisões preventivas), 45 haviam sido cumpridos, restando três prisões preventivas e 12 temporárias em aberto.
