Polícia

Estudante de Birigui tem foto e nome associados a ameaça de massacre em escolas

Adolescente de 14 anos esteve com a mãe dele na delegacia nesta terça-feira para denunciar o compartilhamento das mensagens; autor poderá responder por associação criminosa e incitação ao crime

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
11/04/23 às 19h08
Caso foi registrado no 1º DP de Birigui (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Birigui (SP) tenta identificar os autores de mensagens que foram divulgadas nas redes sociais, junto com fotos de um adolescente de 14 anos, que foi associado a algum grupo que estaria planejando ataques em escolas.

Um boletim de ocorrência comunicando o crime foi registrado na manhã desta terça-feira (11) pelo próprio adolescente, que esteve na delegacia acompanhado da mãe dele.

O estudante esclareceu à polícia que não tem nenhum tipo de envolvimento com possíveis ataques a escolas e descobriu que o nome dele estava associado a esse tipo de boato ao receber mensagens com a foto dele em alguns grupos do aplicativo WhatsApp.

O adolescente disse desconhecer o motivo de alguém estar divulgando a imagem dele dessa forma, pois não possui desafetos e não suspeita quem possa ser o possível autor.

Durante o registro da ocorrência a mãe do estudante relatou que há algum tempo perdeu um celular logado na conta do Instagram do filho dela. Ela acredita que o responsável pela divulgação das mensagens criminosas pode ter tido acesso ao conteúdo do aparelho. 

Ataques

O delegado Eduardo Lima de Paula informa que esse caso foi registrado no 1.º Distrito Policial como incitação ao crime e associação criminosa e um inquérito foi instaurado. Entretanto, existe outra investigação em andamento para tentar identificar a autoria de publicações sobre possíveis ataques que estariam sendo planejados contra escolas da cidade.

A reportagem apurou que ontem mesmo a mãe de uma adolescente que estuda em uma escola estadual da cidade registrou boletim de ocorrência relatando ter recebido no Instagram, diversas mensagens relacionadas a um perfil criado sobre massacre em Birigui.

O autor postou várias mensagens sobre ataques que ocorreriam até o dia 30 de maio em escolas da cidade, junto com imagens de armas e facas. A mulher decidiu procurar a polícia por medo de que algo possa acontecer com a filha dela.

Investigação

"Estamos buscando rastrear a origem das postagem e identificar os responsáveis para responderem pelos crimes ou atos infracionais que tenham cometido", informa o delegado.

Ele alerta que é preciso ter cautela na divulgação de nomes e fotografias de possíveis  "suspeitos"  de crime para evitar causar prejuízos a pessoas inocentes, além da responsabilização de quem promover divulgações indevidas.

Por fim, o delegado comenta que o controle de acesso ao interior das escolas, a fiscalização do perímetro e o apoio de rondas da Polícia Militar e Guarda Municipal são medidas que visam melhorar a segurança do ambiente escolar e recebem o apoio da Polícia Civil.

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