O ex-vereador José Fermino Grosso, de Birigui (SP), procurou a polícia nesta quarta-feira (23) e registrou um boletim de ocorrência de calúnia contra o vereador Marcos Antônio Santos, (PSL), o Marcos da Ripada.
Na semana passada, o ex-parlamentar foi abordado por policiais militares na Câmara, enquanto acompanhava os depoimentos à CP (Comissão Processante) que investiga a condução do prefeito Leandro Maffeis (PSL) frente ao pronto-socorro municipal durante a pandemia.
Segundo Fermino, Marcos da Ripada o acusou de estar perseguindo-o e de estar de posse de uma arma de fogo. Ele relatou à polícia que na manhã do dia 17 estava na Câmara acompanhado do filho dele, vereador André Fermino, e do advogado Sergio Viani.
Marcos da Ripada teria chegado gritando com ele, dizendo que se não se retirasse, chamaria a polícia para prendê-lo. Segundo o ex-parlamentar, em seguida ele foi abordado e revistado por um policial militar, que não encontrou a suposta arma de fogo.
Carro
Mais tarde, enquanto estava em andamento a sessão de depoimentos, outros dois policiais o abordaram e, de acordo com ele, sem mandado e sem autorização do presidente da comissão, pediram para se retirar, pois havia denúncia de que guardava uma arma de fogo no carro dele.
Ao sair do prédio, segundo Fermino, ele se deparou com cinco viaturas da Polícia Militar. Após um dos policiais mandá-lo levantar a blusa e nada ser encontrado, o carro dele também foi vistoriado, mas não havia nada de irregular.
Segundo o ex-vereador, Marcos da Ripada insistiu com a polícia sobre a existência da arma, alegando que ela teria sido escondida no gabinete do vereador André. Fermino relatou que o filho dele convidou os policiais a vistoriarem o gabinete, mas eles teriam dispensado a revista.
Por fim, o ex-parlamentar informou que toda ação foi gravada em vídeo por amigos de Marcos da Ripada e rapidamente publicada nas redes sociais, dando a entender que havia sido previamente combinada.