Polícia

Funcionário de concessionária é suspeito de desviar dinheiro

Teria recebido valores em dinheiro, feito o faturamento com prazo estendido, alterando o sistema e não repassando os valores

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
31/12/20 às 09h49

Um funcionário de uma concessionária de veículos de Araçatuba (SP) poderá ser indiciado por furto qualificado, acusado de receber o dinheiro de clientes e não repassar à empresa. A fraude estaria sendo cometida desde outubro e o prejuízo estimado seria de R$ 12 mil.

A denúncia foi feita à polícia na tarde de quarta-feira (30) por um representante da concessionária, que atua na compra, venda e assistência técnica de veículos. O investigado é consultor técnico responsável pelo atendimento aos clientes, abertura e fechamento de ordens de serviço e emissão de notas.

A fraude foi constatada quando clientes que no sistema estariam inadimplentes foram cobrados e responderam que haviam feito os referidos pagamentos a vista, apesar de os débitos não terem sido baixados.

Fraude

Ao analisar o sistema e o circuito interno de monitoramento, a direção da empresa descobriu que desde meados de outubro o investigado vinha recebendo os pagamentos dos clientes em dinheiro, mas fazia o faturamento com prazo estendido, alterando o sistema e não repassando os valores para a empresa.

Já foram identificados pelo menos três clientes que pagaram a vista e o dinheiro não ficou com a concessionária.

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Prova

Segundo a polícia, a documentação apresentada na delegacia, incluindo as imagens de monitoramento, comprova que um dos clientes pagou pelo serviço em dinheiro e o valor não ficou com a empresa.

A direção da concessionária instaurou procedimento para apurar a conduta do funcionário, que ao ser notificado disse que devolveria os valores recebidos indevidamente por ele. 

Porém, na quarta-feira o investigado esteve no estabelecimento alegando que havia solicitado um empréstimo consignado no banco e pediu a extensão do prazo para quitar a dívida. Por ter utilizado a função para cometer o furto, em caso de condenação, o funcionário poderá pegar de 2 a 8 anos de prisão.

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