Polícia

Funcionário do Samu em Araçatuba toma 3ª dose da vacina em Birigui

Já havia tomado as duas doses da CoronaVac e procurou drive-thru em Birigui onde tomou a AstraZeneca

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/07/21 às 11h36

Um representante da Vigilância Epidemiológica de Birigui (SP) procurou a polícia para comunicar que um funcionário do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Araçatuba tomou uma terceira dose da vacina contra a covid-19, o que não está previsto no PNI (Plano Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde.

Segundo o que foi relatado, na manhã de terça-feira (29) a Vigilância Epidemiológica foi comunicada que havia duplicidade no CPF do investigado. Ele mora em Birigui e havia passado pelo drive-thru do Hangar, um dos pontos de vacinação na cidade.

De acordo com o que foi relatado, ele fez o pré-cadastro e tomou a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca.

Pouco tempo depois da aplicação, as enfermeiras constataram a irregularidade e comunicaram a Vigilância Epidemiológica que, ao fazer contato com o investigado, constatou que de fato ele havia tomado uma terceira dose de vacina.

Linha de frente

Por trabalhar no Samu e fazer parte da linha de frente, o investigado foi um dos primeiros a serem vacinados em Araçatuba. Ele havia tomado a primeira dose da CoronaVac em 21 de janeiro e a segunda em 12 de fevereiro, completando o ciclo vacinal. Portanto, não seria necessária a aplicação de uma terceira dose.

A reportagem já entrou em contato com a Prefeitura de Birigui para saber se além de comunicar a polícia, será instaurado algum procedimento para apurar por que a irregularidade só foi constatada após a aplicação da vacina e aguarda retorno. 

Investigação

Casos como o dele, de pessoas que decidiram por conta própria tomar uma terceira dose de vacina diferente, foram registrados em outras cidades brasileiras e serão encaminhados ao Ministério Público, que tomará as devidas providências.

Também há relatos de pessoas que estão escolhendo o imunizante que quer tomar, o que vem sendo criticado por especialistas e autoridades em Saúde, pois todas as vacinas usadas no Brasil foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), após ser comprovada a eficácia por meio de testes.

Além disso, essa prática prejudica a logística e a estratégia de vacinação.

Funcionário do Samu foi um dos primeiros a serem vacinados, no primeiro dia da campanha em Araçatuba (Foto: Divulgação/Arquivo)
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