Um representante da Vigilância Epidemiológica de Birigui (SP) procurou a polícia para comunicar que um funcionário do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Araçatuba tomou uma terceira dose da vacina contra a covid-19, o que não está previsto no PNI (Plano Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde.
Segundo o que foi relatado, na manhã de terça-feira (29) a Vigilância Epidemiológica foi comunicada que havia duplicidade no CPF do investigado. Ele mora em Birigui e havia passado pelo drive-thru do Hangar, um dos pontos de vacinação na cidade.
De acordo com o que foi relatado, ele fez o pré-cadastro e tomou a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca.
Pouco tempo depois da aplicação, as enfermeiras constataram a irregularidade e comunicaram a Vigilância Epidemiológica que, ao fazer contato com o investigado, constatou que de fato ele havia tomado uma terceira dose de vacina.
Linha de frente
Por trabalhar no Samu e fazer parte da linha de frente, o investigado foi um dos primeiros a serem vacinados em Araçatuba. Ele havia tomado a primeira dose da CoronaVac em 21 de janeiro e a segunda em 12 de fevereiro, completando o ciclo vacinal. Portanto, não seria necessária a aplicação de uma terceira dose.
A reportagem já entrou em contato com a Prefeitura de Birigui para saber se além de comunicar a polícia, será instaurado algum procedimento para apurar por que a irregularidade só foi constatada após a aplicação da vacina e aguarda retorno.
Investigação
Casos como o dele, de pessoas que decidiram por conta própria tomar uma terceira dose de vacina diferente, foram registrados em outras cidades brasileiras e serão encaminhados ao Ministério Público, que tomará as devidas providências.
Também há relatos de pessoas que estão escolhendo o imunizante que quer tomar, o que vem sendo criticado por especialistas e autoridades em Saúde, pois todas as vacinas usadas no Brasil foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), após ser comprovada a eficácia por meio de testes.
Além disso, essa prática prejudica a logística e a estratégia de vacinação.
