Um chapa de 39 anos, morador em Valentim Gentil (SP), foi preso na noite de quarta-feira (20) em Araçatuba (SP), por estupro de vulnerável.
Ele, que seria morador de rua, foi acusado de passar a mão em uma menina de 9 anos, durante evento em comemoração do Dia da Consciência Negra na praça Rui Barbosa.
O homem, que saiu da cadeia recentemente após cumprir pena por furto, teria cometido o mesmo ato contra outras mulheres, entre elas, uma jovem com deficiência.
O flagrante foi feito por guardas municipais por volta das 20h, após eles serem procurados por um homem que disse ter visto o acusado passando a mão na criança.
Ele levou os guardas até o chapa, que foi detido quando tentava deixar a praça e negou o crime. Porém, ao ser levado à vítima, que estava acompanhada da mãe, ela confirmou o ato criminoso. Segundo os guardas, a garotinha estava assustada e chorando.
Enquanto eles conversavam com a criança, outra mulher que trabalhava como ambulante na praça informou que também viu o acusado passando a mão por debaixo do vestido da menina.
Rodoviária
Essa mesma mulher disse ter visto o chapa mostrar o órgão genital para mulheres na rodoviária de Araçatuba, onde ela também trabalha. Segundo a testemunha, após assediar a criança, ele também passou a mão em uma jovem com deficiência que estava na praça.
Ainda de acordo com os guardas que fizeram a prisão, na praça havia muitas pessoas prestigiando o evento em comemoração ao Dia das Consciência Negra.
Algumas delas tentavam linchar o acusado, que também teria passado a mão em uma jovem que participava de uma apresentação de capoeira, isso antes de atacar a criança.
O chapa foi apresentado na delegacia, onde estiveram conselheiras tutelares que acompanharam o registro do boletim de ocorrência. Ele seria apresentado em audiência de custódia nesta quinta-feira (21).
Furto
Em novembro de 2016, o acusado foi condenado pela Justiça de Votuporanga, a 6 anos de prisão por furto. Em 15 de agosto de 2016, ele foi preso em flagrante por furtar o celular da proprietária de uma mercearia em Valentim Gentil.
Segundo a denúncia, ele entrou no prédio, pediu um copo de água à atendente e, aproveitando que ela saiu e deixou o celular no balcão, pegou o aparelho e fugiu.
O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do prédio e, como o acusado era conhecido da polícia, foi localizado e preso.
Ao definir a pena, o juiz responsável levou em consideração que o réu era multirreincidente e determinou o regime fechado para o início do cumprimento da pena.
A defesa recorreu ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que em junho de 2017 reduziu a pena para 3 anos, 1 mês e 10 dias de prisão.