Polícia

Homem investe R$ 200 mil em criptomoedas e não consegue resgatar o dinheiro

Morador em Birigui, fez investimentos em empresa de Araçatuba, alvo de operação policial no final do ano passado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
18/06/20 às 12h07
Empresa tem sede em prédio comercial na avenida Brasília, em Araçatuba (Foto: Lázaro Jr./Arquivo)

Um autônomo de 55 anos, morador em Birigui (SP), procurou a polícia na quarta-feira (17), por não estar conseguindo resgatar o dinheiro investido em uma empresa de criptomoedas de Araçatuba, alvo da operação “Operação Lucro Fácil”.

A ação, desencadeada em dezembro do ano passado pela Delegacia Seccional, faz parte de inquérito que investiga possível esquema de "pirâmide financeira" .

Esse investidor de Birigui disse que fez um investimento em criptomoedas nessa empresa de Araçatuba, junto com familiares, somando aproximadamente R$ 200 mil.

De acordo com ele, houve várias tentativas de contato com a empresa, sem sucesso. Ainda segundo o investidor, a empresa chega a agendar os pagamentos, mas em seguida eles são remarcados.

Com isso, ele não consegue sacar o valor aplicado, muito menos os juros dos investimentos. Entretanto, o investidor afirma que tais investimentos possuem seguro por várias seguradoras.

Investigação

A empresa, com sede em um prédio comercial na avenida Brasília, em Araçatuba, passou a ser investigada após a Polícia Civil de Goiás desarticular um esquema de "pirâmide financeira", realizado por empresa que comercializava moedas virtuais.

Na ocasião, segundo a polícia, já havia vários boletins de ocorrência registrados com relação a possível crime de estelionato praticado pela empresa de Araçatuba.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Birigui, onde residem os responsáveis pela empresa investigada, entre elas, contadores. Foram apreendidos comprovantes de depósitos, computadores e celulares.

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Estelionato

O delegado Alessander Lopes Dias, que na época coordenou a operação, explicou que nesse tipo de fraude, a compra e venda da moeda virtual ocorre num esquema de pirâmide e a empresa não repassa aos clientes o lucro esperado.

“A pessoa que investe recebe o dinheiro durante três ou quatro meses, depois os responsáveis somem, pois as empresas são sempre registradas em nome de laranjas” , disse no dia da operação.

No caso de Araçatuba, os mandados de busca e apreensão foram solicitados para investigar se ocorreria esse tipo de prática.

Esclarecimento

A empresa investigada emitiu nota na ocasião, informando que a operação não correspondia à investigação com relação aos atuais produtos da empresa e que o Departamento Jurídico havia acompanhado toda operação e colaborava com as autoridades.

O caso segue em investigação pela Deic (Delegacia Especializada em Investigações Criminais) de Araçatuba, para a qual esse novo boletim de ocorrência será enviado.

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