Paulo Soares Ricardo Machado, 24 anos, morreu na última quarta-feira (27) no pronto-socorro de Araçatuba (SP), quase 24 horas após dar entrada na unidade para atendimento médico. O boletim de ocorrência comunicando o óbito foi registrado na delegacia na noite de sexta-feira (29).
Nele consta que policiais militares foram chamados no pronto-socorro por volta das 9h30 de quarta-feira, onde fizeram contato com o médico plantonista. Ele relatou que assumiu os serviços às 7h10 e ao avaliar o paciente, que aguardava internação na Santa Casa, constatou que Machado apresentava mau estado geral, com sérios riscos de vida.
Emergência
Ainda de acordo com o médico, foi feito contato com os familiares do jovem, eles foram informados da situação e seguiu com os procedimentos dentro da sala de emergência.
Durante o atendimento o quadro clínico do paciente teria evoluído para parada cardiorrespiratória, foi realizado o protocolo para ressuscitação pulmonar, porém, ele não reagiu e foi a óbito, causado por choque inespecífico, de acordo com o médico.
Estável
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura, que informou que o Machado deu entrada no pronto-socorro às 10h10 da terça-feira (26), sem comorbidades aparentes e quadro estável.
Entretanto, de acordo com o que foi informado, o quadro foi se agravando no decorrer do dia e foi solicitada a vaga na Santa Casa por volta das 13h de terça-feira. Aindo segundo o PS, a vaga foi liberada às 7h de quarta-feira, mas o paciente apresentou sinais de instabilização, parada cardiorrespiratória e foi a óbito ainda pela manhã.
"A transferência não foi possível devido o quadro de instabilidade. É importante ressaltar que o paciente esteve em todo o momento assistido pela equipe multiprofissional do PSM",
informa a nota.
Segundo a Prefeitura, por não se tratar de óbito traumático, o médico assistente realizou o preenchimento da declaração de óbito.
"Informamos também que no ano passado, o paciente tinha histórico de patologia em investigação, porém, não continuou o tratamento"
, finaliza a nota.
O caso foi registrado como não criminal.