Polícia

Jovem teria passado por pelo menos dois cruzamentos após ser baleado

Morador no bairro Traitu, conduzia um Hyundai IX35 pela avenida Mário Covas e foi abordado por motoqueiros em frente a depósito de bebidas

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
04/12/20 às 10h11
Adriano foi baleado quando conduzia um Hyundai IX35 pela avenida Mário Covas (Foto: Reprodução)

O técnico em refrigeração Adriano Colombo Massaroto, 21 anos, que foi assassinado na noite de quinta-feira (3), em Araçatuba (SP), teria passado por pelo menos dois cruzamentos antes de bater o veículo que conduzia após ser baleado.

Morador no bairro Traitu, ele seguia com um Hyundai IX35 pela avenida Mário Covas, sentido ao Centro.

O crime aconteceu pouco antes das 20h e, segundo o boletim de ocorrência, registrado já nesta madrugada, quando passava pelo numeral 3.620, onde existe uma galeria com vários estabelecimentos, entre eles, um depósito de bebidas, foi abordado por dois homens em uma moto.

Ainda de acordo com o registro policial, nesse local teriam ocorrido os disparos contra a vítima, que estava sozinha no carro. Esse depósito fica na esquina com a rua Dr. José Domingos de Almeida. Mesmo ferido, ele seguiu conduzindo o veículo, cruzando a rua Luiz Nogueira Martins e a Bolívia.

Somente quando se aproximava do cruzamento com a Porangaba que ele perdeu o controle e bateu em um Ford Fiesta que seguia no mesmo sentido. O carro foi arrastado para a calçada, onde também bateu em uma árvore antes de o utilitário ficar imobilizado. No local havia uma Honda Titan pertencente à funcionária de uma loja nas imediações, a qual também foi danificada.

Tiros teriam sido disparados em frente a uma galeria, onde também há um depósito de bebidas (Foto: Reprodução Google)

A reportagem do Hojemais Araçatuba chegou ao local minutos após o veículo ter batido. Naquele momento o trânsito ainda não havia sido bloqueado, mas havia várias viaturas da Polícia Militar e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) já havia constatado a morte de Massaroto.

Os policiais não deram informações sobre o ocorrido e mandaram a reportagem se afastar. Um homem que também acompanhava os trabalhos das equipes disse ter ouvido disparos de arma de fogo.

Entretanto, uma jovem contou que estava na calçada, na frente de um estabelecimento, quando o Hyundai passou pela avenida e bateu no Fiesta. Ela relatou não ter ouvido tiros.

Susto

O Fiesta atingido pelo utilitário era conduzido por um jovem de 18 anos, morador no Etheucle Turrini. No boletim de ocorrência consta que ele sofreu pequenas lesões, porém ficou bastante assustado e saiu do local logo após a colisão, voltando algum tempo depois.

A reportagem conversou com o rapaz, que dispensou atendimento médico. Ele contou que nem chegou a ver o Hyundai se aproximando. Quando percebeu, já estava sendo arrastado até bater na moto que estava estacionada, subir na calçada e atingir a árvore.

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Desespero

A reportagem ainda estava no local quando a namorada de Massaroto apareceu e ficou desesperada ao vê-lo sem vida dentro do carro. Ela contou aos policiais que havia falado com ele por volta das 19h30. Na ocasião, ele teria dito que estava tomando banho, trocaria de roupa e iria até à casa dela. “Ele estava indo pra minha casa”, disse aos prantos.

Como havia passado algum tempo e o namorado não apareceu, ela mandou mensagem, mas não teve resposta. Foi aí que ela viu na imprensa que um IX35 havia batido na avenida Mário Covas e ao chegar no local, encontrou o namorado morto.

De acordo com ela, Massaroto não disse estar sofrendo nenhum tipo de ameaça. A mãe do técnico em refrigeração também esteve no local durante os trabalhos e, segundo a polícia, informou não saber se o filho dela tinha inimigos.

Investigação

Equipe da DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais) esteve no local e acompanhou a perícia realizada pelo Instituto de Criminalística.

O trânsito permaneceu interditado e ao término do trabalho o corpo foi recolhido por funcionários de uma empresa funerária e levado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.

O caso foi registrado como homicídio e um inquérito será instaurado. O celular da vítima foi recolhido para perícia.

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