Dois rapazes, um com 24 e outro com 25 anos, procuraram a polícia na madrugada de domingo (4) para denunciar que teriam sido vítimas de agressão. O crime teria ocorrido, segundo eles, em uma boate na avenida Saudade.
Em setembro do ano, passado equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) cumpriu mandado de busca no imóvel, onde funcionaria uma casa de massagem e de prostituição.
O boletim de ocorrência sobre caso foi registrado na Polícia Civil na manhã desta terça-feira (6). Os policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que as vítimas procuraram ajuda na Base da PM no bairro São José.
Os amigos disseram que estavam na suposta boate e, por volta das 4h, foram agredidos pelo segurança e pelo homem que seria proprietário do estabelecimento.
O rapaz de 25 anos disse à polícia que o amigo dele se desentendeu com o dono do local e passou a ser agredido. Ao tentar defendê-lo, recebeu um mata-leão (foi seguro pelo pescoço), golpe desferido pelo segurança, e em seguida foi agredido com socos no rosto, causando lesões.
Tiros
Contou ainda que o dono da suposta boate disparou três vezes com um revólver calibre 38, mas não foram atingidos, pois saíram correndo e entraram no carro, com o qual acessaram a rodovia Marechal Rondon (SP-300).
A dupla alegou que foi perseguida pelos suspeitos, por isso resolveu pedir ajuda na base da PM. A versão foi confirmada pelo outro rapaz e policiais militares teriam ido até à casa, na avenida Saudade, mas ela estava fechada.
As vítimas passariam por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) e o caso foi registrado como lesão corporal.
Prostituição
Em setembro do ano passado, equipe do GOE/Deic esteve nesse imóvel em cumprimento a mandado de busca e apreensão, pois havia denúncia de que funcionaria como ponto de comércio e uso de drogas e também de exploração sexual.
Os investigadores analisaram o Instagram da empresa e havia fotos de garotas que atenderiam no local, inclusive com tabelas de preços, constando massagens finalizadas com serviços sexuais.
Um empresário de Birigui se apresentou na ocasião como responsável pelo imóvel e afirmou que tratava-se de uma casa de massagem. Porém, durante as buscas foram apreendidos centenas de preservativos, gel íntimo, quatro rádios comunicadores do tipo HT e kits sexuais com preservativos, vibradores e gel.
Havia oito mulheres que seriam atendentes no local, sendo cinco de Araçatuba, duas de Birigui e uma de Diadema, na Grande São Paulo. As idades variavam entre 18 e 33 anos.
