O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 12 anos de prisão por homicídio qualificado, o auxiliar de mecânico Cléber Anderson Machado, 40 anos, morador no bairro Amizade. Ele é acusado de matar a tiros o funileiro Olair de Souza Carvalho, 56, crime ocorrido em outubro de 2018.
O réu terá que cumprir mais 1 ano de prisão pelo crime de coação no curso do processo, por ter ameaçado a filha da vítima por meio de mensagem pelo celular. Cabe recurso da decisão, mas ele não poderá recorrer em liberdade.
O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (23) no Fórum de Araçatuba e terminou por volta das 20h. A defesa de Machado foi feita pelos advogados Daniel Tereza e Joel de Almeida, que apresentaram as teses de negativa de autoria, pediram a desclassificação para homicídio privilegiado e o afastamento da qualificadora.
Entretanto, os jurados acataram a íntegra da denúncia defendida em plenário pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que já adiantou que não recorrerá da sentença, proferida pelo juiz Danilo Brait, que presidiu o Júri.
Crime
Segundo a denúncia, o réu cometeu o crime devido à vítima ter agredido o filho dele, Nathan Felipe Bernardes Machado, que também foi morto a tiros em fevereiro de 2021, quando tinha 19 anos.
Ele e a namorada dele eram amigos da neta do funileiro, mas acabaram se desentendendo. No dia 9 de outubro de 2018, mesmo dia do assassinato, Nathan, a namorada dele e a irmã dele foram à casa do funileiro e agrediram a filha dele e outro casal que estava na residência.
Quando soube das agressões, a mãe da jovem foi atrás dos agressores e revidou. O pai dela e avô da jovem agredida também ficou sabendo e teria agredido a namorada de Nathan. A jovem contou que havia apanhado, por isso o sogro dela teria decido matar o funileiro.
Tiros
Ele armou-se com revólver calibre 32 e saiu conduzindo um GM Astra trazendo Nathan como passageiro. A vítima foi encontrada quando saía de casa, na rua Antônio dos Santos Ribeiro. O auxiliar de mecânico o chamou e, quando o funileiro aproximou-se do carro, levou um tiro na cabeça e outro no peito.
A filha de Carvalho, que estava dentro de casa, ouviu os disparos, viu o carro sair em alta velocidade e encontrou o pai ferido. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Ameaça
Consta ainda na denúncia que em 25 de janeiro de 2019 o réu mandou mensagem pelo WhatsApp para a filha do funileiro, com ameaça de morte, na tentativa de intimidá-la para forçá-la a alterar o depoimento.
Ele foi preso em agosto de 2020, quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, e denunciado por homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
A filha de Carvalho é considerada foragida da Justiça, pois teve a prisão decretada, acusada de ter contratado matadores para executar Nathan e vingar a morte do pai dela.