O servente Antônio Carlos Nunes, 36 anos, morador no bairro São José, em Araçatuba (SP), morreu na tarde de domingo (16) na Santa Casa da cidade, onde estava internado desde o primeiro dia do ano, quando foi baleado.
O boletim de ocorrência comunicando a morte foi registrado pela mãe dele, uma auxiliar geral de 56 anos, também moradora no São José. Ela contou à polícia que desde que foi encontrado ferido naquela madrugada, ele permaneceu internado, em estado clínico grave.
Um dos projéteis que atingiram Nunes ficou alojado no pescoço dele e, de acordo com a mãe dele, não era possível submetê-lo a cirurgia, justamente em razão do local do ferimento.
Após quatro dias de internação a vítima teve que ser transferida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e a morte foi constatada na tarde de domingo. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico antes de ser liberado para velório e enterro.
Investigação
Com a morte de Nunes sendo confirmada, esse é o primeiro homicídio do ano em Araçatuba. Apesar de o crime ter ocorrido no dia 1º, o boletim de ocorrência na delegacia foi registrado apenas no dia 4.
Os policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que foram informados que havia um homem caído na rua Fundador Paulino Gato. No local eles policiais encontraram o servente sendo socorrido por equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e preservaram a área para realização de perícia, que apreendeu duas capsulas deflagradas.
No hospital foram constatadas perfurações no lado direito da barriga e no pescoço da vítima, que estava sem sinais motores do pescoço para baixo, porém consciente. Em conversa com o delegado, Nunes alegou não saber quem atirou nele e o que teria motivado o crime, afirmando que teria sido alvo de disparos por engano.
