Polícia

Mulher é presa em Araçatuba em operação da Polícia Civil contra quadrilhas de tráfico de drogas

São 28 presos no Estado, incluindo um sentenciado que cumpre pena em Valparaíso, resultado de investigação da Dise de Assis

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
15/07/22 às 19h04
Mandados foram cumpridos após investigação da Dise de Assis (Foto: Divulgação)

Uma moradora em Araçatuba (SP) foi presa nesta sexta-feira (15) pela Polícia Civil, durante a Operação Dellivery/K4, deflagrada pela Polícia Civil de Assis, para combater os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.

Foram expedidos 30 mandados de prisão preventiva e 41 mandados de buscas contra alvos de uma investigação que teve início em abril do ano passado. Também houve diligências em Assis, Paraguaçu Paulista, Maracaí, João Ramalho, Bady Bassitt, Pirajuí, na região de Sorocaba e em em um presídio de Valparaíso.

Segundo o delegado titular da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Assis, José Gonçalves Júnior, 28 pessoas foram presas. As outras duas não foram localizadas e são consideradas foragidas.

No caso da moradora em Araçatuba, ela não foi encontrada nos endereços levantados pela investigação pelos policiais de Assis. Porém, por ser conhecida da polícia em Araçatuba justamente por ter envolvimento com o tráfico de drogas, ela foi localizada posteriormente por equipe da Polícia Civil local e o mandado de prisão foi cumprido.

Tráfico

O delegado explica que a investigação começou em abril de 2021, quando equipe da Dise de Assis percebeu o aumento considerável do tráfico de drogas na modalidade específica do tráfico de "Delivery" naquela região.

Foi constatado que os investigados anunciavam a venda de entorpecentes pelo aplicativo de mensagens. A encomenda era feita pelos usuários aos traficantes no mesmo aplicativo e a entrega era feita em local previamente combinado.

Quadrilhas

A partir das técnicas de investigação foram descobertas duas organizações criminosas que atuavam no Município de Assis. Durante as investigações foi possível identificar os responsáveis pela venda, distribuição, guarda e até as lideranças das organizações criminosas que atuavam no município e região.

O trabalho investigativo foi aprofundado e chegou-se à conclusão que havia uma terceira organização criminosa atuando no município de Paraguaçu Paulista e no interior de presídios do Estado. Ainda segundo a polícia, os integrantes desse grupo e outros membros associados a eles também foram identificados.

Maconha sintética

No caso dessa terceira organização criminosa, a investigação apontou que além de atuar na venda de cocaína e maconha em Paraguaçu Paulista e municípios vizinhos, ela buscava introduzir especialmente a droga denominada "K4" no interior das penitenciárias do Estado.

Essa K4, cem vezes mais potente que a maconha, é uma espécie de maconha sintética fabricada em laboratórios e vendida por um valor muito baixo, o que facilita o consumo. Ela causa ansiedade, hipertensão arterial e quadro psicótico e inclusive pode levar o usuário à morte.

Gonçalves Junior informa que o sentenciado de Valparaíso é apontado como integrante dessa organização criminosa. Já a mulher de Araçatuba, além de realizar o tráfico de drogas na cidade, ela seria cooptada pela organização criminosa para ingressar com drogas dentro dos presídios. 

Operação

A operação teve a participação de 100 policiais civis, utilização de 26 viaturas e recursos de toda a área do Deinter 8 (Departamento de Polícia Judiciária), a qual estão vinculadas as Delegacias Seccionais de Assis, Adamantina, Dracena, Presidente Prudente e da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais). 

A Polícia Militar prestou apoio com equipe do canil do 8° Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia.

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