Policiais militares de Araçatuba (SP) tiveram que utilizar uma arma de choque para imobilizar um autônomo de 35 anos, que estava de posse de um facão e não quis se entregar ao ser informado que teria que ser levado para a delegacia.
O caso aconteceu na noite de sábado (14) no bairro Iporã e o acusado precisou de atendimento médico antes de ser apresentado no plantão policial.
Equipe foi à residência na rua Aporé para atendimento a ocorrência de violência doméstica. Os policiais foram recepcionados pela moradora, que estava na esquina de casa e contou que havia sido agredida pelo marido durante discussão.
Ela contou que o acusado estava muito alterado e que tinha dois facões na casa.
Alterado
Os policiais encontraram o autônomo sentado em uma cadeira na frente da residência e bebendo cerveja. Ao ser informado que teria que ser levado à delegacia, o acusado teria dito que ninguém iria levá-lo e que se algum policial tentasse apanhá-lo, seria morto.
Em seguida ele levantou-se, pegou um facão que estava atrás do portão e se trancou do lado de dentro do quintal. Os policiais conseguiram forçar o portão e quando entraram no quintal, o autônomo fez novas ameaças, sendo necessário solicitar o reforço.
Outras equipes chegaram, um dos policiais tentou acalmar e convencer o acusado a entregar o facão, mas ele permaneceu irredutível, segundo a polícia, não restando alternativa a não ser imobilizá-lo.
Choque
Foram feitos dois disparos com o taser de um dos policiais, os quais atingiram o tórax do autônomo, que foi imobilizado e levado ao pronto-socorro da Santa Casa.
Equipe médica retirou os dardos do taser e ministrou medicação para acalmar o investigado, que segundo a polícia, permanecia muito exaltado.
Após receber alta ele foi levado ao plantão policial, mas por estar sonolento e sem reflexos, alegou não ter condições de dar declarações. Após o registro da ocorrência o autônomo foi liberado, mas se comprometeu a comparecer em juízo quando intimado.
Os dois facões foram apreendidos e um boletim de ocorrência de agressão foi registrado em separado pela esposa do acusado.