A Polícia Civil de Birigui (SP) prendeu na manhã desta quarta-feira (22), um casal morador no residencial Portal da Pérola 2, acusado de tráfico de drogas. Havia denúncia de que os investigados utilizariam uma casa próxima da qual residem para esconder o entorpecente que comercializavam e, nesse imóvel, foi encontrada grande quantidade de maconha e cocaína.
O flagrante aconteceu durante operação realizada por três equipes da Polícia Civil, para dar cumprimento a mandados de busca e apreensão em três residências na rua Ataíde Gajardoni. Segundo o que foi informado, o casal passou a ser investigado após denúncia de que teria alugado a casa vizinha à qual residia, para guardar o entorpecente que comercializava.
Ainda de acordo com a denúncia, essa casa seria vigiada por câmeras 24 horas e o responsável pelo imóvel inclusive teria câmeras direcionadas para um bar na avenida Afif José Abdo, que faz esquina com o esse imóvel, para monitorar quando a polícia estivesse presente.
A denúncia apontava ainda que um morador em outra casa na mesma rua também seria responsável por vigiar a residência desabitada, que serviria como esconderijo do entorpecente.
Indícios
Diante das informações, um investigador foi designado para fazer o levantamento de campo e identificação dos investigados, tendo confirmado que o casal estaria utilizando essa residência desabitada para armazenamento da droga. O outro morador também foi identificado como sendo o suposto vigia, por isso, foi representado pelos mandados de busca para os três imóveis.
Na casa desse suposto vigia do entorpecente nada de irregular foi encontrado e ele negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas, porém, confirmou que o casal investigado utilizaria o referido imóvel desabitado para guardar drogas e que faria isso há cerca de um ano.
Casal
Na residência do casal também não foi localizado nada de irregular, porém, havia sete celulares e em um deles, estava habilitada a câmera de segurança que filmava o bar da esquina, conforme descrito na denúncia.
A mulher estava com um dos celulares e recusava entregá-lo aos policiais, sendo necessário ser retirado das mãos dela. Nesse aparelho, de acordo com a polícia, mesmo bloqueado, era possível ver na tela de bloqueio, diversas notificações da chegada de transferências do tipo Pix de valores baixos, o que segundo a polícia, seriam referentes a venda de drogas.
Na residência do casal havia uma câmera de monitoramento direcionada para a casa que seria utilizada como depósito de drogas e não a frente do próprio imóvel, que seria o habitual.
