Polícia

Polícia retoma investigação contra deputado e ex-prefeitos citados na Operação Raio-X

Inquérito desmembrado pelo TJ-SP uma semana antes da operação, em 29 de setembro de 2020, investiga supostos crimes cometidos por Roque Barbiere e pelos ex-prefeitos de Birigui, Cristiano Salmeirão, e de Penápolis, Célio de Oliveira

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
29/09/21 às 18h32
Roquinho, Salmeirão e Célio de Oliveira estão em inquérito da Polícia Civil de Araçatuba (Imagens: Divulgação)

Um ano após ser deflagrada a Operação Raio-X, que investiga suposta organização criminosa especializada no desvio de dinheiro público da área da Saúde por meio de OSSs (Organizações Sociais de Saúde), a Polícia Civil de Araçatuba recebeu de volta do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o inquérito que investiga supostos crimes cometidos pelo deputado Estadual Roque Barbiere (Avante) e pelos ex-prefeitos de Birigui, Cristiano Salmeirão, e de Penápolis, Célio de Oliveira.

O desmembramento do processo foi autorizado pelo TJ-SP uma semana antes de ser deflagrada a operação, em 29 de setembro de 2020. Na ocasião, mais de 500 policiais civis, 30 promotores de Justiça e 10 agentes de Promotoria foram às ruas para cumprir 62 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca e apreensão.

Eles foram cumpridos em Penápolis, Araçatuba, Birigui, Osasco, Carapicuíba, Ribeirão Pires, Lençóis Paulista, Agudos, Barueri, Guapiara, Vargem Grande Paulista, Santos, Sorocaba, e em cidades do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

No caso de Roquinho e dos ex-prefeitos, foi concedido a eles foro privilegiado por ocuparem cargos públicos. Assim, em caso de denúncia, ela deverá ser apresentada no tribunal e não à Justiça em primeira instância. O TJ-SP acatou o pedido para ser decretado o segredo de Justiça no processo, feito por Roquinho.

Anotações

O suposto envolvimento dos políticos nos crimes em investigação foi citado em depoimento e durante análise inicial de documentos apreendidos durante cumprimento a mandados de busca e apreensão, ainda na fase pré-operação, na Santa Casa de Birigui, na Câmara de Birigui e na casa de parlamentares da cidade.

Um dos interrogados citou que as siglas encontradas em anotações como sendo destinatários de dinheiro seriam as iniciais dos nomes de Roque Barbieri (RB); Cristiano Salmeirão (SM); e Célio de Oliveira (pref plis).

Indícios

Quando concordou com o desmembramento do processo, o tribunal considerou que as declarações obtidas pela polícia “dão conta do esquema ilícito engendrado para os desvios de verbas públicas de saúde, através da emissão de notas fiscais frias, na tentativa de ocultá-los ou dissimulá-los, o que está confirmado pelos muitos documentos e outros elementos de convicção nos autos”. Os três investigados negam qualquer envolvimento com os supostos crimes.

Como o inquérito estava com o TJ-SP, a investigação contra os três estava suspensa. Agora a Polícia Civil retomará a análise do material apreendido e convocará as pessoas que deverão prestar depoimento. Não há previsão de data para o inquérito ser relatado.

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